domingo, 25 de junho de 2017

Governo adia plano de construir usinas hidrelétricas no Rio Negro


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O plano de erguer usinas hidrelétricas no Alto Rio Negro, em uma das regiões mais remotas e preservadas da Amazônia, foi adiado pelo governo. No início deste mês, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor elétrico, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que cancele autorizações para novos estudos sobre a viabilidade de erguer barragens ao longo do Rio Negro, afluente do Rio Amazonas.

Por trás da decisão está a grande complexidade do licenciamento ambiental – pelo menos 50% de toda a região banhada pelo Rio Negro é formada por florestas protegidas e terras indígenas.

Levantamentos já realizados pela Eletrobrás indicam potencial de geração de mais de 4,1 mil megawatts de energia na região, mas a EPE decidiu dar um passo atrás nos estudos, antes de propor qualquer novo empreendimento.

Em vez de renovar seu registro para a elaboração dos “estudos de inventário hidrelétrico da bacia do Rio Negro” e seguir adiante com a expectativa de licenciar hidrelétricas, o órgão, ligado ao Ministério de Minas e Energia, optou por fazer um “pré-inventário” da bacia.

“A nossa previsão é de que o pré-inventário esteja concluído até o final do primeiro semestre de 2019”, declarou a EPE, por meio de nota. “Em um momento oportuno, a EPE poderá solicitar um novo registro para iniciar a elaboração dos Estudos de Inventário Hidrelétrico abrangendo as áreas selecionadas nos estudos.”

Os estudos da Eletrobrás davam conta de que haveria potencial de instalação de barragens abaixo do município de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Os dados cartográficos também apontam potencial para hidrelétricas na região da chamada Cabeça do Cachorro, na fronteira da Amazônia brasileira com a Colômbia.

Questionada sobre o assunto, a EPE declarou que, até o momento, o único levantamento realizado na bacia do Rio Negro foi o diagnóstico socioambiental, “que revelou a existência de alta complexidade biológica e sociocultural, além de diversos conflitos na bacia”. Além disso, a EPE fez estudos cartográficos na região. O pré-inventário não incluirá levantamentos de campo, mas imagens de satélite.

“Como as fases do estudo que envolvem a identificação de locais barráveis e os estudos de alternativas de divisão de queda, que apontam o potencial de instalação de barragens no Rio Negro e nos seus principais afluentes, não foram iniciados, ainda não é possível afirmar os locais dos aproveitamentos”, informou a instituição.

Dificuldades. A ideia de erguer barragens no Rio Negro, que não tem nenhuma usina, vem dos anos 1990, mas desde 2011 passou a ser analisada pela EPE, que encontrou sucessivas dificuldades para realizar seus estudos de campo em terras indígenas.

O Rio Negro tem extensão aproximada de 1.260 quilômetros dentro do território nacional. Em sua totalidade, drena uma área de cerca de 280 mil quilômetros quadrados e ocupa 20% do território estadual do Amazonas.

O setor elétrico coleciona polêmicas históricas na construção de barragens na Amazônia, por causa das extensas áreas planas da região, o que não favorece quedas d’água.

A hidrelétrica de Balbina, construída nos anos 1980 pelo governo militar, inundou 2.360 quilômetros quadrados de mata nativa do Estados do Amazonas, uma área equivalente à das cidades de São Paulo e Campinas juntas, para gerar apenas 250 megawatts (MW), energia suficiente para atender apenas 370 mil pessoas.

Sua área alagada é equivalente a mais de cinco vezes a área total do reservatório de Belo Monte (516 quilômetros quadrados), que tem potência de 11.233 MW.

A hidrelétrica de Samuel, construída pelos militares em Rondônia, também está entre os maiores escândalos do setor. Foi necessário inundar 656 quilômetros quadrados de mata para gerar ínfimos 216 MW.

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração de SP (aqui)

Como desenvolver a cultura de cidades inteligentes e o crescimento urbano sustentável


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O conceito de Smart Cities está atrelado à necessidade de projetos urbanos para promover a sustentabilidade nas cidades. Ao desenvolver uma cultura de cidades inteligentes, encontramos oportunidades de influenciar e discutir a importância de fortalecer uma ocupação ordenada, a sustentabilidade e a contribuição com soluções inteligentes e criativas para questões mais relevantes nos seus territórios, considerando a integração com o meio ambiente e seu entorno para tornar a vida das pessoas mais prazerosa.

Sérgio Myssior, arquiteto especialista em meio ambiente e urbanismo, sócio da Myr Projetos Sustentáveis e comentarista do programa “a BH que queremos” na rádio CBN/BH estará presente e afirma que é preciso pensar de forma integrada: “os municípios estão diante de um enorme desafio: reverter as desigualdades, repensar as cidades, incrementar os instrumentos de planejamento, gestão e participação, reduzir os déficits de infraestrutura, instituir ações de curto, médio e longo prazos para resgatar a qualidade de vida nas cidades. O país precisa repensar as suas cidades e incorporar rapidamente as melhores práticas no planejamento e gestão urbana, com transparência e participação”, afirma Sergio.

As cidades, de acordo com o arquiteto, têm inúmeras responsabilidades e desafios, sem, contudo, dispor dos recursos necessários, já que o orçamento e a estrutura municipal não são suficientes para lidar com questões de sustentabilidade, mobilidade, habitação, segurança, dentre outros. “Sabemos que o ordenamento territorial acaba influenciando o custo da prestação dos serviços públicos e criando barreiras para o acesso aos menos favorecidos. Portanto, o maior desafio é conseguir instituir um pacto pela melhoria da qualidade de vida urbana, reunindo todos os setores da sociedade. Construindo um plano de desenvolvimento sustentável para a cidade (e não um plano de governo), com ações de curtíssimo prazo, médio e longos prazos. Instituir uma visão holística e integrada de todos os pontos, afinal todos os aspectos se inter-relacionam, especialmente quando refletidos no tecido urbano”, afirma Sergio.

A importância de se discutir o planejamento das cidades para o desenvolvimento de cidades mais humanas e inteligentes vem ao encontro de que o modelo de crescimento e desenvolvimento das cidades parece ter se esgotado, pois as dificuldades são cada vez maiores e já ultrapassam os limites do município, merecendo uma abordagem regional e metropolitana. “As questões relacionadas com a sustentabilidade, mudanças climáticas e mais recentemente os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, indicam a necessidade de se repensar as cidades, notadamente em relação ao modelo de desenvolvimento, oferecendo uma clara mudança nos parâmetros até então adotados. Por isso é necessário se discutir o planejamento das cidades, pois estamos diante da necessidade de mudanças neste paradigma e também de deficiências crescentes, bem como da demanda por gestões participativas e inclusivas”, destaca Sérgio.

Fonte: Adaptado de Estratégia ODS (Aqui) / Imagem (aqui)

Pegada Ambiental do Brasil e do Mundo.




O presente quadro foi extraído do livro Living in the environment: concepts, connections and solutions, de 2009, de MILLER, G. T.

Ele apresenta a pegada ambiental média dos cidadãos daquele país e a sua capacidade natural existente. Assim, o quadro apresenta como seria o saldo ambiental do planeta.

Na primeira linha, é apresentada o saldo médio do mundo, onde cada cidadão possui uma pegada ecológica de 2,2 ha por pessoa, sendo que a capacidade existente no mundo é de 1,8 ha/pessoa. Assim, o mundo fica devendo todos os anos 0,4 de saldo, ou seja, como mundo, somos insustentáveis!

Isso, claro, lembrando que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não possuem o mínimo para sobreviver estando em terríveis níveis de inanição e miséria. São pessoas flageladas que instituições como ONU, Médicos Sem Fronteira entre outros tentam amenizar.

Do quadro, apenas o Brasil e o Canadá são positivos no saldo. Mas reparem que o ponto de partida da pegada de nossa posição é muito inferior ao do Canadá. Temos demanda de 2,1 ha/pessoa, enquanto o Canadá é 7,6 ha/pessoa.

Assim, não dá para pensar na premissa do crescimento incessante porque o mundo não aguenta e o nível que esses países alcançaram não dá para ser globalizado. Estados Unidos possuem 9,8 ha/pessoa.

Há pessoas que podem pensar que a tecnologia pode melhorar esse processo diminuindo nossa demanda, mas daí vem os dados da Alemanha que tem investido pesado em economia verde e possui uma pegada ecológica de 4,5 ha/pessoa, pouco mais que o Japão que não mostra essa louca busca e mais que o dobro da média mundial.

Ou seja, a prática atual não é sustentável e não estamos de fato buscando outra proposta. Há muito mais a ser pensado se quisermos de fato melhorar. E vejo que o que se busca hoje é o aperto dos países emergentes, para que não aumentem a pressão ambiental.

Livro: Você quer falar melhor?

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Livro: Você quer falar melhor.
1977. Rio de Janeiro. Editora Bloch. 157 páginas.
Autor: Pedro Bloch

Comentários Gerais:

Peguei este livro no Pegue e Leve da Biblioteca de Limeira.
Num primeiro momento, pensei que fosse um livro com indicações de oratória, já que o nome me remeteu esta ideia.

Mas não, o autor era médico foniatra e teatrólogo. Nos primeiros capítulos, ele trata sobre a importância do que falar, acima do que falar.

O autor critica o preciosismo nas falas, mas usa e abusa desse preciosismo na escrita citando experiências próprias, palavreados complicados e textos redundantes.

Na segunda parte, ele apresenta mais a fisiologia da fala, com a função de cada órgão no sistema e uso como um todo.

E conclui apresentando alguns exercícios para melhorar o sistema fonatório, que em minha opinião, peca pelo excessivo uso de termos da saúde, como se estivesse num Congresso Médico ou num periódico do setor. Ou alguém que não seja da saúde sabe o que significa exercício em posição de decúbito frontal e lateral? Eu não sei.

Outra falha nesse momento foi a não utilização de imagens e diagramas para os exercícios, o que dificulta muito o processo. Pode ser que a ausência de diagramas seja por questões gráficas do momento em que o livro foi editado. Claro que essa dificuldade não deveria ser por ausência de tecnologia, mas talvez para não aumentar os custos da produção editorial.

Uma curiosidade é que o autor expressa laringe como substantivo masculino, sempre como o laringe. Que eu saiba, hoje é entendido como substantivo feminino: a laringe.

Concluindo, não curti o livro. Conclui a leitura mais para não abandonar a empreitada. Mas toda leitura vale a pena.

Para saber mais da biografia do autor, clique aqui.

sábado, 24 de junho de 2017

Documentário: Catastroika


O documentário Catastroika: privatizations goes public (as privatizações são públicas, em tradução livre) apresenta os danos causado no mundo pela privatização de empresas estatais de infraestruturas.

Nos diversos países, como Rússia, Alemanha Oriental, Reino Unido, França, Estados Unidos entre outros, como que privatizaram a preço baixo e depois investiram em recurso público valor maior que o que foi ganhado no processo de privatização. Isso quando não reestatizaram.

Vale a pena assisti-lo.



O documentário tem como foco o processo de privatização que está em curso na Grécia,e o programa vai mostrando como que cada área que está em processo de privatização e um paralelo em outro país no mundo.

São apresentados casos de privatização nos setores ferroviário, saneamento e de energia elétrica.

Isso nos faz pensar sobre estes atos.

Todo documentário tem claramente uma ótica para criar sua narrativa. Que um jornalismo não é isento, todos sabem e um documentário, muito menos.

Ele, claramente, apresenta as faces piores do processo, mas vale a pena assisti-lo e ver o processo por outro ângulo, afinal, na mídia jornalística do dia-a-dia, vemos essa prática como salvação.

Assim, cada um poderá fazer sua avaliação crítica e ter opinião sobre o tema sem ser levado pela informação do grupo dominante da atualidade no país.

E o documentário encerra com uma frase do filósofo Tucídides: 


"Ou a liberdade ou a tranquilidade: tens que escolher. Não se pode ter as duas coisas!"

O documentário é de 2012, foi dirigido por Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi, e foi financiado por cidadãos gregos e estrangeiros.

Para saber mais sobre o documentário, acesse seu web site www.catastroika.com


Mais uma da série: eu apenas segui o projeto...

A imagem pode conter: planta e atividades ao ar livre

Fonte: Facebook (aqui)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Parques Nacionais pouco conhecidos dos brasileiros



Parques Nacionais são unidades de conservação criados para proteger um determinado bioma, além de sua fauna e flora.

E no Brasil, isso significa falar de áreas com mais de 400 ilhas, como o arquipélago fluvial de Anavilhanas; caverna com acesso por teleférico, no Ceará; e até sítios arqueológicos, como os do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Conheça parques nacionais brasileiros, ainda desconhecidos do grande público, do Amazonas ao Paraná, passando por Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados:

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos

(PARÁ)

Esse é o mais novo parque nacional do Brasil.
Com uma área total de 79.029 hectares, a mais nova unidade de conservação da natureza federal abrange os municípios de Canaã de Carajás (82,9%) e Parauapebas (17,1%), ao lado da Floresta Nacional de Carajás, umas das maiores reservas minerais do planeta.

A área do parque é coberta por florestas e, principalmente, por savanas conhecidas como vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro.


Parque Nacional de Anavilhanas

(AMAZONAS)

Entre Manaus e Novo Airão, esse parque nacional é formado por um arquipélago fluvial de 400 ilhas, considerado um dos maiores do mundo, com 130 km de extensão, aproximadamente.
No período da seca, de setembro a fevereiro, é possível aproveitar as praias de areia que emergem entre as ilhas. Já no período da cheia, de março a agosto, a principal atividade é passeios de barco nas florestas alagadas.

Observação de botos-cor-de-rosa, banhos no Rio Negro e trilhas, como a do Barro Branco, são algumas das atividades possíveis no parque.


Parque Nacional da Serra das Confusões

(PIAUÍ)

A 620 km de Teresina, esse parque fica entre os municípios de Caracol, Guaribas, Santa Luz e Cristino Castro.


O nome Confusões vem das rochas que mudam de cor conforme a luminosidade, podendo variar do acinzentado ao vermelho. Além dos sítios arqueológicos com inscrições rupestres, uma das principais atrações é a Gruta do Riacho dos Bois, onde a água brota de dentro das rochas.

Para conhecer o parque, é necessário estar acompanhado de um guia da Associação de Condutores do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Parque Nacional do Catimbau

(PERNAMBUCO)

Entre o agreste e o sertão pernambucano, a aproximadamente 300 km de Recife, esse parque possui mais de 62 mil hectares de área, o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, e é parte dos municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga.


Sua principal atração são os paredões de arenito, que possuem diversas cores e datam de mais de 100 milhões de anos. Há também cerca de duas mil cavernas arqueológicas, com pinturas rupestres e artefatos da pré-história, alguns datando de mais de 6 mil anos.

Parque Nacional de Ubajara

(CEARÁ)

A 348 km de Fortaleza, esse parque nacional possui seis mil hectares de área e é conhecido como um dos menores do Brasil.
Sua principal atração é a Gruta do Ubajara, uma galeria de 1.200 m de extensão, cujos 450 metros iniciais estão abertos para visita, cujo acesso pode ser feito através de um teleférico suspenso a 550 metros, que propicia também uma vista de praticamente todo o parque.

Outra atração são as trilhas, dentre as quais a da Samambaia, de 1,5 km de extensão, que leva até o mirante e ao Circuito das Cachoeiras.



Parque Nacional de Superagui

(PARANÁ)

Localizado no município de Guaraqueçaba, é considerado Patrimônio Natural pela UNESCO e tem uma área com quase 34 mil hectares que protege uma fauna local, ameaçada de extinção, formada por mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa e suçuaranas.
Possui 38 km de praias virgens, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta e, apesar de ser um destino pouco visitado, tem diversos atrativos, como aproveitar a Praia Deserta, trilhas na Mata Atlântica, visita a comunidades que cultivam ostras e servem o molusco assado em fogões rústicos, praias de água doce formadas pelo rio local e avistamento da revoada dos raros papagaios-da-cara-roxa que habitam a Ilha dos Pinheiros.

Nos meses de férias e em feriados, a comunidade local se reúne para apresentações de fandango no bar Akdov.

Fonte: MSN (aqui)