terça-feira, 10 de outubro de 2017

Trilha no Bosque dos Jequitibás é dica para passeio com crianças no feriado em Campinas




Hoje, 10/10/17, no Jornal da EPTV primeira edição apareceu uma reportagem sobre trilha interativa de árvores no Parque dos Jequitibás.

São 100 árvores identificadas com QR Code, onde o cidadão pode identificar e conhecer a árvore se possuir um celular smartphone conectado à Internet.

Para assistir a reportagem completa, clique aqui.

‘Nazismo de Esquerda’: a falácia que afronta, além da História, a Filosofia




O fascismo é um projeto reacionário a serviço do capitalismo monopolista, do status quo e das hierarquias, o que o torna totalmente oposto a qualquer vertente socialista

Por Roni Pereira

“Se a interpretação pragmática da ‘XI tese’ [‘Os filósofos até hoje interpretaram o mundo; trata-se de transformá-lo’] fosse legítima, Marx seria o teórico do fascismo e não do comunismo. Para as concepções fascistas os problemas se põem na ação e se resolvem pela ação. Trata-se de um pressuposto irracionalista que está plenamente de acordo com as propostas políticas do fascismo, que se baseiam na manipulação das massas pelos ‘grandes chefes”. – Adelmo Genro Filho, jornalista. [1]

Introdução

Nas redes sociais é cada vez mais comum nos deparamos com um “argumento” inusitado: “O nazismo é de esquerda“. O finado filósofo Umberto Eco citou, certa vez, em entrevista, um dos lados ruins da internet: “O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”, afirmou o intelectual.

Como muita gente segue a famosa máxima “se está na internet, é porque é verdade”, uma mentira qualquer pode ser rapidamente disseminada nas redes sociais como se fosse “verdade”.

Facções políticas (à esquerda e à direita), através de blogs e sites obscuros, têm se aproveitado disso para disseminar factoides e fraudes históricas com o intuito de demonizar o outro lado.

Listar todas as mentiras desses grupos daria um livro (e eu ainda correria o risco de ser acusado de omissão), por isso vou me ater a somente uma fraude histórica que é muito disseminada pela direita e extrema-direita para demonizar o outro lado do espectro político: “nazi-fascismo é de esquerda”.

Não vou aqui rebater essa fraude com argumentos políticos e econômicos. Esses tipos de refutação são fartamente encontrados na internet. A perspectiva adotada aqui será filosófica.

O fascismo antes do poder

O regime fascista é fácil de ser identificado quando se está em forma de Estado. No entanto, a coisa complica quando busca identificar sua gênese filosófica e política antes de alcançar o poder. O discurso político do fascismo nunca revela inteiramente sua natureza.

Por exemplo: o integralismo, versão tupiniquim do fascismo, surgiu com propostas claramente conservadoras e reacionárias. Por outro lado, na Europa o fascismo emerge com propostas “de esquerda”.

O programa fascista italiano, por exemplo, defendia propostas reformistas do capitalismo e o programa nacional-socialista chegou a propor “participação dos trabalhadores nos lucros das grandes empresas”.
Para compreender essa “confusão”, e para desmascarar esse suposto esquerdismo, vou adotar a advertência de Palmiro Toggliati: nunca se deve considerar o fascismo como “algo fixo, esquema ou modelo”. [2]

Anticapitalismo de direita?

A Europa pós-Primeira Guerra ficou marcada, também, pela ascensão de movimentos anticapitalistas (ou que se diziam anticapitalistas), tanto à esquerda quanto à direita. O nome “socialismo”, que nunca foi de pertencimento exclusivo do marxismo, entrou na moda e foi adotado também por movimentos e intelectuais de direita, mas com uma concepção totalmente diferente.

O direitista Werner Sombart, economista e sociólogo alemão, elaborou um conceito de “socialismo nacional” ou “socialismo alemão”. Ele entendia esse socialismo como pragmático e contrário ao materialismo proletário do marxismo.

Outro exemplo clássico de “socialismo direitista” foi elaborado por Oswald Spengler através do conceito de “socialismo prussiano”, em que ele busca formular um socialismo “livre do marxismo”.

Ambos os movimentos nunca defenderam abolição de propriedade privada. Spengler chegou a dizer que “o marxismo é o capitalismo da classe trabalhadora e não o verdadeiro socialismo”.

Em um momento em que o anticapitalismo estava em alta, parte da direita europeia fora influenciada por esses intelectuais e passou a se distanciar do conservadorismo tradicional.

O insuspeito economista Friedrich Hayek revela a existência de “anticapitalistas de direita” na obra O Caminho da Servidão (o livro mais citado e o menos lido entre supostos liberais na internet):

“Foi a união das forças anticapitalistas da esquerda e da direita, a fusão do socialismo radical e do socialismo conservador, que destruiu na Alemanha tudo quanto ali havia de liberal”, escreveu o guru Hayek, na página 164. [3]

Ainda mais surpreendente é o guru da nossa “nova direita”, o economista austríaco Ludwig von Mises, admitir que sim, o fascismo é de direita, no caso uma “direita hegeliana”:

“Georg Wilhelm Friedrich Hegel, o famoso filósofo alemão, deu origem a duas escolas — os hegelianos de “esquerda” e os hegelianos de “direita”. Karl Marx era o mais importante dos hegelianos de “esquerda”. Os nazistas vieram da “direita” hegeliana”. Mises, O Livre Mercado e Seus Inimigos, página 20 [4]

Fica aqui registrado que a dicotomia “esquerda = anticapitalista x direita = capitalismo” não existia (pelo menos enquanto discurso político) na Europa pós-Primeira Guerra, durante a ascensão do nazi-fascismo.

Então voltemos ao “socialismo de direita”.

O “socialismo prussiano” de Spengler influenciou o nazismo. O fundamental princípio deste “socialismo” pode ser sintetizado em uma frase dele: “O significado do socialismo é que a vida não é controlada pela oposição entre ricos e pobres, mas pelo grau que a conquista e o talento conferem, que é a nossa liberdade, a liberdade do despotismo econômico do indivíduo”. [5] Quanta ‘pelegagem’, não?

Também é bom citar o “Movimento Conservador Revolucionário” (paradoxal, eu sei), um movimento político direitista e alemão do início do século XX, que foi claramente influenciado por ideais anticapitalistas, especificamente pelo socialismo prussiano. [6]

A adoção de um discurso anticapitalista, portanto, não torna o fascismo de esquerda.

Plágio e anti-emancipação liberal

Os fascistas adaptaram o nome e os símbolos dos revolucionários de esquerda. O nome “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores”, de Adolf Hitler e a instituição do “Primeiro de Maio” como feriado nacional em 1933 são os exemplos mais emblemáticos.

Mas o nazi-fascismo tem aspectos opostos à extrema-esquerda, o que o torna contrarrevolucionário. O historiador Eric Hobsbawm explica que os fascistas invocavam valores tradicionais, apesar de não serem tradicionalistas. A retórica ultradireitista era de retorno a um passado tradicional, que supostamente seria melhor que aquele presente.

No discurso político do fascismo também encontra-se oposição à emancipação liberal (como direitos das mulheres), uma forma escancarada de conservadorismo.

A esquerda revolucionária, por outro lado, apesar de rejeitar o regime político liberal (como a democracia), não rejeitava essa emancipação: a União Soviética, por exemplo, foi pioneiro em relação aos direitos das mulheres.

O fascismo no poder

No poder, o fascismo revelou sua verdadeira face: uma tendência ao capitalismo monopolista, que se desenvolve na fase imperialista. Isso fica evidenciado com as alianças que os fascistas fazem quando chegam ao poder: setores reacionários da sociedade alemã e italiana, grandes empresários da indústria monopolista e os bancos.

Surge um pacto em que o Estado fascista passa a ser financiado pelos grandes capitalistas para manutenção da “ordem social” e conter o “perigo vermelho” comunista.

A “ordem social” pode ser entendida aqui como a vida “racionalmente” organizada pelo capitalismo monopolista. Nesta organização há a tentativa de cooptar os trabalhadores para o “projeto da burguesia” e abafar a luta de classes com a ilusão de que os operários e o empresariado têm identidade de interesses.
Porém, os trabalhadores dotados de consciência crítica e com interesses e ideias comuns tendem a constituir uma “classe trabalhadora” que se articula contra a organização e “racionalidade” do capitalismo monopolista.

O objetivo da esquerda, especialmente o marxismo, era (e é) de despertar essa consciência nos trabalhadores para que pudessem se opor à exploração econômica.

Por outro lado, o fascismo busca despertar, politicamente, a “energia negativa” dos trabalhadores para que lutem contra seus próprios interesses, ou seja, em prol da “ordem social” e da hierarquia. Não é por acaso que fazem apologia ao nacionalismo e outras “particularidades estereotipadas” e idealistas.

O fascismo objetiva manter a ordem social através do terror e dos mitos. Pode se dizer que essa forma de ultradireita é uma reação violenta a qualquer ameaça ao capitalismo. Por isso o anticomunismo radical. Para os fascistas, as massas devem ser manobradas a colocarem suas energias destrutivas em defesa da ordem social do capitalismo monopolista.

O nazifascismo tem horror ao intelectualismo e ao racionalismo. Por isso despreza fortemente a consciência crítica das massas. O objetivo é despertar o irracionalismo e o fanatismo das classes médias e dos setores populares e assim acabar com as fronteiras de classes, seja em prol da nação, do Estado, da raça ou de outras particularidades estereotipadas.

Não é por acaso que o fascismo detesta a teoria e se desenvolve pelo primado da ação.

Fascismo e União Soviética

Muito da argumentação falaciosa utilizada pela direita nas redes sociais para equiparar fascismo e comunismo, ou para jogar o fascismo do lado da esquerda, vem de comparações entre Alemanha Nazista e a União Soviética. Da fato, há algumas similaridades entre ambos os regimes. Mas há também diferenças que os tornam inconciliáveis.

Por exemplo, tecla-se frequentemente que os regimes nazi-fascista e comunista são idênticos porque pretenderam construir o “homem novo”, mas não se discute quais as propostas de ambos para se alcançar esse objetivo.

Ontologicamente o fascismo pretende ser naturalista. Sua proposta para a construção do “homem novo”, além de ser idealista, é de uma perspectiva biológica: não apenas pela educação e cultura, mas também por “fundamentos naturais”, ou seja, a biologia. Não foi por acaso as experiências pseudocientíficas e cruéis praticadas contra judeus.

O alcance deste objetivo não será pela história, o que torna a proposta a-histórica. Na verdade, para os fascistas, o natural predomina sobre o histórico.

Isso contrapõe a perspectiva marxista. Deixemos o próprio Adolf Hitler falar:

”A doutrina judaica do marxismo repele o princípio aristocrático na natureza. Contra o privilégio eterno do poder e da força do indivíduo levanta o poder das massas e o peso-morto do número. Nega o valor do indivíduo, combate a importância das nacionalidades e das raças, anulando assim na humanidade a razão de sua existência e de sua cultura. Por essa maneira de encarar o universo, conduziria a humanidade a abandonar qualquer noção de ordem. E como nesse grande organismo, só o caos poderia resultar da aplicação desses princípios, a ruína seria o desfecho final para todos os habitantes da terra.” [7]

O caráter profundamente reacionário, nacionalista, naturalista ontológico e de negação abstrata das classes sociais em prol da manutenção do capitalismo monopolista coloca o fascismo como antagonista a qualquer forma de marxismo.

Porém, em um ponto pode se encontrar identidade filosófica entre o stalinismo e o fascismo. Ambas correntes políticas possuem um traço naturalista que pressupõe que o destino da humanidade é traçado, de forma objetiva, pelas “leis do desenvolvimento sociais”. Esse naturalismo rejeita o pressuposto marxista da necessidade do “sujeito histórico” e da práxis revolucionária, pois os fins estão fixados por “leis objetivistas”.

A diferença é que, enquanto o stalinismo encara o socialismo como dado apriorístico – ou seja, uma tendência naturalista otimista- o naturalismo fascista é pessimista.

O nazi-fascista acredita que o destino da humanidade é a desagregação. Somente as elites que conduzem as massas podem evitar esse destino e de forma heroica. Mitos como “nação”, “estado”, “raça” e as próprias “elites” servem como mitos congregadores e têm função educativa.

A teoria stalinista também pressupõe a existência de uma “elite socialista” que possa projetar a futura sociedade socialista de acordo com as supostas leis sociais, através de imposições econômicas que agilizem o processo. Esse traço em comum reproduziu semelhantes práticas e discursos políticos em ambos os regimes.

“Nacional-socialismo”

Outro dos argumentos mais simplistas utilizados por direitistas apela para o nome do partido nazista (“nacional-socialismo”). Conclui-se que o partido era socialista por causa do nome “socialismo” presente. Eles focam no nome “socialismo” e esquecem o nome “nacional”.

O “nacional” presente no nome do partido é referente ao nacionalismo nazifascista, aspecto incompatível com o socialismo marxista. O nacionalismo do nazi-fascismo é idealista, portanto rejeita o materialismo histórico do marxismo. A luta de classes também é negada e substituída pela “solidariedade nacional”. As classes sociais devem se unir em prol da nação.

Outro aspecto repudiado pelo marxismo, mas que está presente na concepção nacionalista do fascismo, é o imperialismo justificado a partir de um conceito “biológico” do Estado.

Para Benito Mussolini, a nação “é um organismo dotado de existência, de um fim, de meios de ação superiores em poderio e em duração aos indivíduos isolados e agrupados que a compõem… Unidade ética, política e econômica, realizam-se integralmente no Estado fascista”.

Na Alemanha, surgiu a pregação de que o “organismo” Estado precisava de “espaço vital” que só poderia ser encontrada fora de seu território: Áustria, Dantzig, Polônia e Ucrânia foram os alvos do Estado nazista. É uma teoria que justifica o imperialismo.

Conclusões

Apesar de apresentar um discurso “revolucionário”, o fascismo é um projeto reacionário a serviço do capitalismo monopolista, do status quo e das hierarquias. Projeto político antagonista a qualquer vertente de esquerda.

Os argumentos de direitistas para tentar enquadrar o fascismo como “projeto de esquerda” não resistem a uma profunda pesquisa. Qualquer historiador minimamente informado sabe disto, o problema é que a desinformação tem se espalhado como água de esgoto pelo mar e enganado muitos leigos. É necessário combater isso.

O estudo aprofundado da política nazi-fascista também deixa evidente a necessidade de defender as instituições democráticas para que não passem por uma transformação reacionária rumo ao fascismo.

Notas

[1] GENRO FILHO, Adelmo. Teoria e revolução (proposições políticas e algumas reflexões filosóficas). In: Teoria & Política. São Paulo, Brasil Debates, 1987 n.8. pp.32-53.
[2] TOGLIATTI, Palmiro. Lições sobre o fascismo. São Paulo, 1º vol., Coleção História e Política, Liv, Editorial Ciências Humanas, 1978, p.4.
[3] Disponível em PDF aqui.
[4] Disponível em PDF aqui.
[5] Heinrich August Winkler, Alexander Sager. Germany: The Long Road West. English edition. Oxford, England, UK: Oxford University Press, 2006
[6] Heinrich August Winkler, Alexander Sager op.cit.
[7]Essa citação na edição do Mein Kampf, publicado pela Editora Centauro, 2001, p.53

Referências

Blamires, Cipriano; Jackson, Paul. Fascismo mundial: uma enciclopédia histórica, Volume 1. Santa Barbara, Califórnia, EUA: ABC-CLIO, Inc, 2006.
GENRO FILHO, Adelmo. Teoria e revolução (proposições políticas e algumas reflexões filosóficas). In: Teoria & Política. São Paulo, Brasil Debates, 1987 n.8. pp.32-53.
GENRO FILHO, Adelmo; ROLIM, Marcos et WEIGERT, Sérgio.Hora do povo – uma vertente para o fascismo. São Paulo, Brasil Debates, 1980. 55 pp
H. Stuart Hughes. Oswald Spengler. New Brunswick, New Jersey, US: Transaction Publishers, 1992Harris, Abram Lincoln. Race, radicalism, and reform: selected papers. New Brunswick, New Jersey, US: Transaction Publishers, 1989.
HOBSBAWM, Eric. Era dos Extremos: o Breve Século XX. (1914-1991). São Paulo, Companhia das Letras, 2003.
TOGLIATTI, Palmiro. Lições sobre o fascismo. São Paulo, 1º vol., Coleção História e Política, Liv, Editorial Ciências Humanas, 1978.

Fonte: Blog Forças Terrestres (aqui) e voyager1.net (aqui)

FAB em Ação - Museu Aeroespacial da Aeronáutica




O FAB em Ação vai levar você para conhecer o Museu Aeroespacial da Aeronáutica, o MUSAL. Veja aeronaves que contam boa parte da história da aviação brasileira e saiba como é o trabalho de restauração de modelos antigos.

Fonte: Canal da FAB no Youtube (aqui)

Meus Comentários:

Visitei este Museu em 1999 e vale muito a pena.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Cordeirópolis sedia 2º Prêmio GMA de Boas Práticas Ambientais

[Originalmente publicada em 28/07/17]


Nossa cidade sediou nesta quarta-feira, dia 26, o evento de premiação do 2º Prêmio GMA de Boas Práticas Ambientais, que ocorreu no teatro Ataliba Barrocas, em Cordeirópolis. Participaram empresas dos setores da indústria, serviços e agricultura que desenvolvem ações em prol da natureza, com o objetivo é reconhecer, estimular e incentivar as atividades desenvolvidas para recuperar, conservar ou melhorar a disponibilidade e a qualidade de recursos naturais e assim tornar-se exemplo para outros negócios que podem usar a idéia ou implantar a mesma prática.

Estiveram presentes no evento o prefeito, José Adinan Ortolan, o 2º vice diretor do CIESP e FIESP Limeira e diretor adjunto do departamento de meio ambiente da sede em São Paulo, o empresário Flaminio de Lima Neto, o coordenador regional de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP, Alexandre Vilella, o secretário municipal de Meio Ambiente da cidade de Cordeirópolis, Joaquim Dutra Furtado Filho, o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Cordeirópolis, Marco Gomes, o coordenador do Grupo de Meio Ambiente, Maurício Fahl, o secretário de desenvolvimento rural e meio ambiente de Limeira, Paulo Trigo Ferreira, a secretária da educação de Cordeirópolis, Angelita Ortolan, e Adilson José Rossini, ex-gerente regional da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). “A nossa preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade é diária e deve ser estimulada em todos os segmentos. Quando as indústrias nos dão bons exemplos e investem em boas práticas ambientais, elas demonstram à sociedade a importância da questão para o meio produtivo e nos ajudam também a repensar as nossas práticas para que possamos desenvolver soluções criativas e sustentáveis”, pontuou Adinan.

A cerimônia teve início com a palestra “Água: conhecendo e protegendo”, feita pela Professora Doutora Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, da FCA/Unicamp. Participaram gratuitamente do prêmio empresas da jurisdição da regional do CIESP Limeira, que é formada pelas cidades de Limeira, Engenheiro Coelho, Iracemápolis e Cordeirópolis de qualquer porte, associada ou não à entidade. “Projetos como estes inscritos no prêmio mostram que há anos a indústria vem fazendo sua parte e está comprometida com o meio ambiente, promovendo a redução do consumo, reuso da água, diminuição dos resíduos sólidos que seriam enviados ao aterro sanitário, entre outras ações importantes que promovem a sustentabilidade”, comentou Flaminio de Lima Neto. Segundo Alexandre Vilella, o GMA do CIESP Limeira é um dos mais ativos do estado, além de ser o único a promover uma premiação.

Todos os projetos inscritos foram avaliados por uma comissão composta pelos profissionais: Adilson José Rossini – professor universitário e ex-gerente regional da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB de Limeira, Carmenlucia Santos Giordano Penteado, professora da Faculdade de tecnologia da Unicamp, Joaquim Dutra Furtado Filho, secretário de meio ambiente de Cordeirópolis, Juliano Quarterolli Silva, engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI e Paulo Trigo Ferreira, secretário municipal de desenvolvimento rural e meio ambiente de Limeira.

Ao todo 10 projetos inscritos, dos quais cinco deles tiveram destaque especial através das categorias agronegócio, prestador de serviço, empresa de pequeno porte, médio porte e grande porte. As empresas participantes foram: Ajinomoto do Brasil Ind e Com, AP Losa & Cia Ltda EPP (Gelo Geol), Cezan Embalagens Ltda, Empresas de Transportes Covre, Faurecia Emissions Control, Ind. De Papel Ramenzoni S/A, Indústria Cerâmica Fragnani, Iochpe Maxion S/A, Ripack Embalagens e São Martinho S/A.

Na categoria Agronegócio, o projeto vencedor foi “Concentrando esforços para promover a sustentabilidade na indústria e no campo”, do grupo São Martinho S/A. O projeto foi considerado pela comissão julgadora uma solução inovadora e viável no setor sucroalcooleiro, com inúmeros benefícios ambientais e econômicos e com possibilidade de comercialização de seu subproduto.

Na categoria Prestador de Serviço, o projeto vencedor foi o Programa de redução de consumo de combustível e redução de emissão de gás carbônico, da Empresa de Transportes Covre. Este projeto demonstrou que é possível reduzir custos e melhorar o desempenho ambiental para outras empresas de transportes. O Sistema de gestão de consumo apresentado foi inovador, com excelente custo-benefício, já que o investimento foi relativamente baixo e redução significativa do consumo de combustível.

Na categoria Empresa de Pequeno Porte, o vencedor foi o projeto Eliminação de Descarte de Água Potável, da empresa AP Losa & Cia Ltda EPP (Gelo Geol). Este foi um ótimo exemplo de projeto de baixo custo com excelentes ganhos ambientais. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pelos proprietários por meio de soluções simples e eficientes que obtiveram bons resultados, além do excelente custo benefício.

O destaque na categoria Empresa de Médio Porte foi para o projeto Utilização de Resíduo de Madeira Como Fonte de Biomassa, da empresa Cezan Embalagens Ltda. A empresa mostrou um processo simples com grande potencial de difusão e transferência do conhecimento para outros negócios, além de contemplar e incentivar a logística reversa e a economia de recursos naturais.

Na categoria empresa de grande porte, o projeto vencedor foi Reuso Externo, da empresa Iochpe Maxion S/A, que resultou em ganho ambiental, social e econômico. Um dos pontos fortes foi o envolvimento dos funcionários e público externo nas ações de conscientização e doação do efluente para outras empresas.

Fonte: Prefeitura de Cordeirópolis (aqui)

Estudo contesta crença de que empresário se sai melhor na gestão pública

Fernanda Odilla
Da BBC Brasil em Londres

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Um estudo realizado na London School of Economics (LSE) - uma das mais renomadas universidades do Reino Unido - contesta o argumento de que empresários são melhores administradores públicos.

Instigados pelo anúncio, feito em meados de 2015 pelo então megaempresário do setor imobiliário Donald Trump de que pretendia concorrer à Presidência dos Estados Unidos, dois pesquisadores da universidade londrina resolveram averiguar empiricamente se a experiência na direção de empresas se revertia em boas gestões públicas.

"Na época, muita gente se perguntou se um empresário estaria apto a ser um político melhor. Fomos tentar responder a essa pergunta", diz Eduardo Mello, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas que concluiu este ano o doutorado na LSE.

A pesquisa, ainda em andamento, foca em prefeitos de cidades brasileiras, segundo os autores, por causa do fácil acesso a dados que permitissem comparações adequadas.

Os primeiros achados do estudo indicam que prefeitos que se declararam empresários, comerciantes, vendedores e os que têm cotas ou participam da administração de empresas não são nem mais nem menos eficientes que seus colegas que vieram de outras áreas.

A análise de indicadores de gastos públicos sugere que a performance dos empresários é muito parecida com a dos demais ao executar o orçamento e ao investir em saúde e educação. Homens e mulheres de negócios não são melhores em reduzir o deficit fiscal nem na execução do orçamento, tampouco são melhores em conseguir mais verbas do governo federal.

Analisamos todos os indicadores (que medem a performance de empresários como prefeitos) e nada apareceu como estatisticamente significante", assinala Mello.
"Empresários não produzem indicadores melhores. A princípio, se comportam como todos os políticos."

Mello, que assina o estudo com Nelson Ruiz-Guarin, também da LSE, cruzou dados de fontes diversas, como Tribunal Superior Eleitoral, Receita Federal, DataSus, e Censo Escolar.
Os pesquisadores analisaram dados de candidatos eleitos prefeitos em cinco eleições, entre 2000 e 2016. Por meio de regressões estatísticas, eles selecionaram municípios com cenários de disputa acirrada entre um empresário e outro candidato e depois compararam o desempenho dos prefeitos - levando em conta diferentes variáveis.

Assim, selecionaram cerca de 200 a 300 municípios por eleição. Em nenhum dos cruzamentos, contudo, foram identificados sinais de que empresários no comando de prefeituras melhoraram as contas públicas.

Mello disse à BBC Brasil ter se surpreendido com os resultados, pois acreditava que a experiência pregressa em administração poderia fazer uma diferença.

"É uma premissa na qual os eleitores acreditam tanto", afirmou o pesquisador. "Mas parece que é um mito. Precisamos repensar quais são as habilidades que formam um bom prefeito."

Mello disse que ainda quer averiguar se há diferença significativa entre a performance dos empresários de primeiro mandato e a dos que estão na política há mais tempo. Ainda assim, ele considera que dificilmente os resultados principais do estudo vão mudar.

Respostas à crise

Comentando a pesquisa, o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda observa que a aposta eleitoral em um candidato que não se parece com um político tradicional é um fenômeno mundial que normalmente surge como resposta à uma crise política ou de representatividade.

Ele cita o caso do italiano Silvio Berlusconi, magnata da mídia e dono de time de futebol que foi eleito premiê depois que a Operação Mãos Limpas investigou e prendeu políticos de diferentes partidos na Itália por corrupção.

Lavareda atribui a vitória de Trump nos EUA ao fato de que boa parte do eleitorado não se via representada por nenhum político de carreira.

"Toda vez que há uma crise política, é comum a busca por alternativas. Empresários e técnicos são beneficiados com esse discurso de não ser político e de saber administrar", observa Lavareda.
Segundo o sociólogo, há ainda a crença, "no imaginário do eleitor, de que um empresário rico não roubaria os cofres públicos porque já fez fortuna no mundo dos negócios", e lembra que muitos empresários se deram bem nas urnas e moldaram carreiras na política.

Lavareda cita os nomes do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), um dos donos da Eucatex, e dos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), da família que controla uma rede de shoppings e uma empresa de telefonia, e Blairo Maggi (PP-MT), magnata da soja. Maggi atualmente é ministro da Agricultura do governo de Michel Temer.

Por outro lado, dinheiro e experiência não são garantia de votos, lembra Lavareda, citando o caso do empresário Antônio Ermírio de Moraes, que foi um dos homens mais ricos do Brasil, mas perdeu a eleição para o governo do Estado de São Paulo em 1986.

"Ter empresários e técnicos na política não é um fenômeno tão singular, é natural e esperado", salienta Lavareda.

Eduardo Mello, o coautor do estudo da LSE que avalia o desempenho de empresários no Executivo municipal, salienta que "o Estado não é uma empresa". "O objetivo do Estado não é gerar lucro. Não tem clientes, mas precisa cuidar de cidadãos. E negociar com o Legislativo não é o mesmo que tratar com fornecedores", avalia Mello.

Dificuldades

De fato, administrar uma prefeitura, por exemplo, pode estar longe de ser uma tarefa fácil para um empresário experiente.

Em julho deste ano, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), entrou ao vivo no Facebook para fazer um balanço do início de seu governo. Dono de construtora e ex-presidente do Atlético Mineiro, Kalil disse que "tá f*da" cumprir as promessas feitas na campanha.

"Estamos aqui trabalhando para burro. Não somos o melhor do mundo, não somos o pior do mundo. A única coisa que aqui não tem é que ninguém está delatado, ninguém vai ser delatado", disse, admitindo as dificuldades e salientando que na sua equipe ninguém teve o nome associado à corrupção.

Kalil foi um dos empresários que se elegeu em 2016 com o discurso de que não era político. A estratégia também funcionou em São Paulo, onde João Doria, que é dono de empresa, usou a mesma retórica para conquistar a cadeira de prefeito pela primeira vez.

Fonte: BBC Brasil (aqui) / Imagem (aqui)

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Livro para download: Fontes de Financiamento para EA.



Esta publicação contém o levantamento dos possíveis financiamentos para programas e projetos relacionados a EA, em desenvolvimento no país. Tem como objetivo contribuir com a construção de um panorama do potencial de financiamento da educação ambiental, apoiando o processo de mobilização de recursos para educadores ambientais, lideranças comunitárias e gestores públicos de instâncias governamentais e não governamentais.

Quem quiser baixar o Livro, pode fazê-lo clicando aqui.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (aqui)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cemitério de Navios na Índia e Bangladesh




As empresas modernas preocupam-se com várias questões como:
  • Sistema de Gestão Ambiental: para garantir que seu processo produtivo não polua o meio ambiente;
  • Saúde e Segurança Ocupacional dos trabalhadores: assim garantem a integridade e a motivação de seus funcionários;
  • Controle do Processo: para que os produtos gerados tenham qualidade e padronização.

Mas não é isso que acontece nos "estaleiros" que desmantelam navios civis e militares do mundo todo. Navios de Guerra, como o Porta-Aviões Brasileiro Minas Gerais, Navios petroleiros e porta-conteineres e até caros Navios de Cruzeiros são para lá levados e são desmontados em poucos meses.

O custo nestes espaços custa 100 vezes menos que em um similar na Europa ou nos Estados Unidos e resíduos perigosos como o amianto são, simplesmente, enterrado na lama dos deltas dos rios durante a maré baixa...

Os países lutam em fóruns de discussões ambientais para preservar a qualidade ambiental, mas fazem "vistas grossas" para empresas suas que fazem este tipo de ação. O mundo todo precisa de transporte marítimo, seja para o comércio exterior, seja para cabotagem, mas não adianta fazer de conta que nada disso acontece com navios de 30.000 ou 100.000 toneladas.

Descrição do vídeo no site do Youtube:

A baía de Alang, na Índia, é o maior cemitério de navios do mundo. É para lá que a Europa envia os seus barcos, muitas vezes com peças e material tóxico, prontos para serem desmantelados. Tudo o que provém dos navios é cortado e revendido à peça: aço, amianto, bóias, objectos decorativos... Desmanchar um navio na Ásia custa 100 vezes menos do que na Europa. O Toda a Verdade teve acesso ao local e falou com os trabalhadores que separaram os despojos dos barcos.

Fonte: Programa do Canal português SIC, disponível no canal "m244986"  no Youtube (aqui)


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Comdema aprova espécies de mudas para arborização urbana


Comdema aprova espécies de mudas para arborização urbana

A 12ª reunião extraordinária do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), realizada na última quarta-feira (16), na Coordenadoria de Assistência Técnica Integrada (CATI Regional de Limeira), tratou de importantes assuntos sobre o desenvolvimento do município. O encontro ocorreu sob coordenação do presidente do Comdema e secretário de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Paulo Trigo. Na ocasião, os conselheiros aprovaram por unanimidade a lista de espécies de mudas para arborização urbana. O material foi desenvolvido pela Secretaria com objetivo de orientar o plantio adequado de árvores para cada local, respeitando as eventuais interferências, como o trânsito e a fiação elétrica.

Durante a reunião, foi aprovada a utilização de verba do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FUNDEMA) para a reconstrução do Viveiro Municipal. O Comdema também ratificou a deliberação do Conselho Municipal de Planejamento Territorial e Ambiental de Limeira (COMPLAN), que permite mudanças no Planto Diretor Territorial de Limeira, para que as atividades de pequenos produtores sejam contempladas no zoneamento rural e possam ser inspecionadas pelo Serviço de Inspeção Municipal – SIM. Esta medida irá trazer mais qualidade e confiabilidade aos produtos manufaturados, de origem animal, produzidos localmente.

Outro assunto debatido durante a reunião, foi o ofício encaminhado pelo grupo de trabalho da Comissão da Zona de Proteção dos Mananciais (ZPM). O Conselho se posicionou favorável à coleta de mais informações sobre as atividades de uma empresa do município que desenvolve um projeto de fertirrigação, técnica de adubação que combina irrigação com fertilização para levar nutrientes ao solo. O objetivo é obter mais detalhes sobre o trabalho para avaliar como as operações podem impactar o meio ambiente. “As deliberações desta reunião reforçam a grande relevância e plena atividade deste conselho, desde as votações até a gestão dos recursos provenientes do FUNDEMA”, destacou o secretário Paulo Trigo.

Fonte: Portal Alô! (aqui)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Diálogos sobre Cultura e Meio Ambiente - SESC Piracicaba.


08.2017 - Meio Ambiente - Dialogos sobr

Quatro encontros que propõem a discussão para recompor, correlacionar e associar as questões ambientais com os paradigmas culturais e, principalmente, desenhar caminhos para ações que contribuam com melhorias ambientais, seja no meio urbano ou rural. 
Mediação de Márcio Sartório, engenheiro florestal, músico e produtor cultural. 

Prof. Dr. Marcos Sorrentino 
Dia 16/8, quarta, 19h.

Luís Perequê 
Dia 23/8, quarta, 19h.

Carlos Rodrigues Brandão 
Dia 30/8, quarta, 19h.

Encerramento
Dia 13/9, quarta, 19h.

Para inscrever-se clique aqui

Na Praça.

Fonte: Página do SESC SP (aqui)

COLEÇÃO OS PENSADORES| 55 LIVROS PARA DOWNLOAD


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Dos pré-socráticos aos pós-modernos! Coleção “Os Pensadores" -: 55 livros sobre os pensadores das principais escolas filosóficas em PDF, disponível para download.

A Coleção “Os Pensadores” é uma coleção de livros que reúne as obras dos filósofos ocidentais desde os pré-socráticos aos pós-modernos. O interessante desta coleção é que ela reúne em cada exemplar um pequeno apanhado sobre a biografia do autor em questão e um, dois ou três livros deste mesmo autor, normalmente os títulos mais conhecidos.

Publicada originalmente pela editora Abril Cultural, entre os anos de 1973/1975 era composta de 52 volumes. A edição que indicamos é de 1984 e é composta por 56 títulos, segue abaixo a lista de títulos disponíveis e mais abaixo o link para fazer o download dos livros em PDF:

ARISTÓTELES I | ARISTÓTELES II | BACHELARD | BENJAMIN, HABERMAS, HORKHEIMER E ADORNO  | BERKELEY E HUME | COMTE | CONDILLAC, HEVELTIUS E DEGÉRANDO | DESCARTES | DIDEROT | EPÍCURO, LUCRÉCIO, CÍCERO, SÊNECA E MARCO AURÉLIO | ERASMO E THOMAS MORE | ESPINOSA | FICHTE | GALILEU, BRUNO E CAMPANELLA | HEGEL | HOBBES | JEFFERSON, FEDERALISTAS, PAINE E TOCQUEVILLE | KANT I | KANT II | KIERKEGAARD | LEIBNIZ| LÉVI-STRAUSS | LOCKE | MAQUIAVEL | MARX | MERLEAU PONTY | MONTAINE | MONTESQUIEU | MOORE | NEWTON E LEIBNIZ | NIETZSCHE | PASCAL | PAVLOV E SKINNER| PEIRCE E FREGE | PIAGET | PLATÃO | ROSSEAU | SANTO AGOSTINHO | SANTO ANSELMO ABELARDO | SCHELLING | SCHOPENHAUER | STUART MILL E BENTHAM | TOMÁS DE AQUINO, DANTE, DUNSCOT E OCKHAM | VICO | VOLTAIRE | WITTGENSTEIN

PARA FAZER O DOWNLOAD DOS LIVROS ACIMA – CLIQUE AQUI!

Fonte: Farofa Filosófica (aqui) / Imagem (aqui)

Zoológico inicia projeto de visita guiada


Zoológico inicia projeto de visita guiada

O Zoológico Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, deu inicio, no último sábado (29), ao projeto de visita guiada que é desenvolvido pela equipe de educação ambiental do zoo. A atividade é voltada para o público em geral.

Nesta primeira edição, os visitantes realizaram uma trilha guiada por todos os recintos onde os animais são abrigados. Foram repassadas informações sobre suas origem, características e tratos. O grupo com cerca de 20 pessoas encerou a visita no Núcleo de Educação Ambiental onde puderam conhecer a exposição de peças biológicas e também uma cobra da espécie “corn snake”.

O projeto de visita guiada passa a integrar a rotina do Zoo. Mais informações podem ser obtidas no zoológico pelo telefone 3442-7418.

Fonte: Prefeitura de Limeira (aqui)

Prefeitura realiza capacitação sobre horta escolar


Prefeitura realiza capacitação sobre horta escolar

A Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria de Educação, realizou na última quinta-feira (27), no Parque Cidade, uma capacitação sobre o projeto horta escolar. A formação contou com a presença de 20 coordenadores, funcionários e voluntários de dez escolas municipais. O objetivo é implantar o projeto nestas unidades escolares.

A atividade, ministrada por técnicos das pastas, foi dividida em duas etapas. Na parte teórica, os participantes aprenderam a classificar as hortaliças, planejar a horta escolar e utilizá-la como um material didático para o ensino de diversas matérias. Durante a prática, eles seguiram o passo a passo para a construção de um canteiro e também tiveram informações sobre o planejamento de plantio, preparo do solo, espaçamento de plantio, semeadura, irrigação, rotação de culturas, desbaste e capinas, pragas, doenças e colheita.

Fonte: Prefeitura de Limeira (aqui)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Sabesp amplia área verde e melhora qualidade da água no Cantareira.



Pensando na qualidade da água desde a sua fonte, a Sabesp mantém iniciativas de conservação ambiental e reflorestamento das matas nos entornos das represas, rios e nascentes. Em 10 anos, a cobertura florestal nas margens das represas do Cantareira aumentou em 40%.

Até agora, a Sabesp já reflorestou 1.189 hectares no entorno das represas do Sistema Cantareira. Isso significa o plantio de 1,6 milhão de árvores nativas em uma área que equivale a 1.655 campos de futebol. A ampliação da cobertura de vegetação nativa colabora com a melhoria na qualidade da água, que passou de boa para ótima.

Com um investimento de R$ 2,5 milhões, a Sabesp plantou recentemente 213 mil mudas de espécies nativas em áreas da represa Cachoeira, que faz parte do Sistema Cantareira. Em setembro deste ano, mais 53 mil mudas serão plantadas.


Esses plantios se somam a uma ação iniciada em 2007, quando a Sabesp firmou parcerias com ONGs e empresas para plantar 1 milhão de árvores no Cantareira. As instituições ultrapassaram a meta inicial do projeto, que alcançou a marca de 1,4 milhão de mudas. O plantio foi realizado nas represas Paiva Castro, Jaguari-Jacareí e Cachoeira. Para garantir o sucesso da restauração florestal, foi necessário realizar durante alguns anos serviços de manutenção, como, por exemplo, construção de cercas, combate a formigas cortadeiras, correção do solo, entre outros.

Com isso, a cobertura vegetal do Sistema Cantareira passou de 44% para 62% nesses últimos 10 anos, contribuindo com a melhoria na qualidade das águas do sistema. De acordo com o Índice de Qualidade das Águas (IQA) da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), na década de 2000, o índice da qualidade da água do Sistema Cantareira estava acima de 70, com a média boa. Já na década de 2010 até 2016, época em que a Sabesp enfrentou a maior seca da história na Grande São Paulo, o índice estava acima de 80, com a média de qualidade ótima. 

Além de dificultar ocupações ilegais no entorno dos mananciais, o plantio impede o carreamento de resíduos sólidos para dentro da represa, reduzindo a poluição da água e colaborando com sua qualidade. A vegetação também reduz a erosão do solo, ajuda a reduzir o risco de enchentes e protege a biodiversidade.


Durante os próximos anos, a companhia prevê o plantio de mais 250 mil, chegando a quase 2 milhões de árvores no Sistema Cantareira, que é o maior sistema produtor da Região Metropolitana de São Paulo e abastece cerca de 7,7 milhões de pessoas. Para acelerar este processo de recuperação, a Sabesp está buscando empresas que queiram fazer novas parcerias. Os interessados podem entrar em contato com a Companhia, que está disponibilizando 880 hectares para restauração ecológica.

Fonte: SABESP (aqui)

Nota do editor: bons números que eu não conhecia. Que bom que o volume de mata ciliar restaurada passou de 44% para 62% no Sistema Cantareira. Todos das Bacias PCJ agradecem.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Casarão que foi palco de festas luxuosas na era Sarney vira centro infantil no MA



Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Maceió 04/07/2017 - 04h00

Conhecida por sediar festas promovidas pelos governos da família Sarney e seus aliados, a antiga casa de veraneio do Maranhão --uma grande residência oficial à beira mar em São Luís-- passa a ser, a partir desta terça-feira (4), um centro de referência para crianças com microcefalia e problemas neurológicos.

A Casa de Apoio Ninar será inaugurada na praia de São Marcos, em uma área com 6.680,45m². Ela será uma extensão do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças.


Casa passou por obras de acessibilidade e será inaugurada nesta terça (04)
Antes de ser inaugurada, a casa foi reestruturada e passou por obras de acessibilidade e mobilidade para abrigar setores como consultórios, centros de convivência, dormitórios e auditório. Ao todo foram investidos R$ 565 mil.
Espera-se que, na casa, 58 profissionais realizem até 1.263 atendimentos por mês. A despesa mensal, a cargo da Secretaria de Estado da Saúde, será de R$ 192 mil.

Segundo o governo, a casa vai abrigar 15 famílias por semana e cinco profissionais de saúde dos municípios. Entre os profissionais, há especialistas como pediatra, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, enfermeiro e assistente social.

Promessa era vender

A promessa de campanha do governador Flávio Dino (PCdoB) era vender o imóvel. Porém, o governo informou ao UOL que, devido ao cenário de crise econômica, o preço oferecido não foi vantajoso. 

"O imóvel de alto padrão está localizado em umas das áreas mais valorizadas de São Luís. Não houve uma proposta financeira que o governo considerasse adequada", explicou.

Antes da reforma, o espaço foi palco de festas --muitas vezes extremamente luxuosas--, como a de despedida do cargo da ex-governadora Roseana Sarney, em dezembro de 2014.

Após a derrota do seu grupo naquele ano, ela decidiu renunciar ao cargo 22 dias antes do término do mandato. Saiu fazendo uma festa onde cantou, pulou e ofereceu uísque e vinho a convidados.

Naquele mesmo ano, em junho, ela comemorou seu aniversário de 61 anos em uma festa que contou até com apresentações de bois bumbá. 

Nesse domingo (2), o governador fez uma visita ao local e comentou sobre o centro. "Essa é uma obra que tem um significado social e simbólico, pois a casa que antes era para poucos será agora de todos e para todos", disse.

Fonte: UOL (aqui)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Importância das Macrófitas Aquáticas


Nenhum texto alternativo automático disponível.

 As macrófitas aquáticas desempenham um papel extremamente importante no funcionamento dos ecossistemas em que ocorrem, sendo capazes de estabelecer uma forte ligação entre o sistema aquático e o ambiente terrestre que o circunda.
   Entre os importantes papéis desempenhados pelas macrófitas, podemos citar:

    - O de atuar como produtores primários, isto é, servem como importante fonte de alimento para muitos tipos de peixes e algumas espécies de aves e mamíferos aquáticos (como as capivaras).

   - Atuam como liberadores de nutrientes; absorvendo os nutrientes do sedimento por suas raízes e liberando-os na água, através de sua excreção ou durante sua decomposição.

   - São fornecedoras de muitos habitats e abrigo para peixes recém nascidos e pequenos animais.

   - Proporcionam sombreamento, fundamental para muitas formas de vida sensíveis às altas intensidades de radiação solar.

   - Fornecem materiais de importância econômica para a sociedade, pois podem ser utilizadas como alimento para o homem e para o gado, como fertilizante de solo, como fertilizante de tanques de piscicultura ou abrigo para alevinos, como materia prima para a fabricação de remédios, utensílios domésticos, artesanatos e tijolos para a construção de casas, como recreação e lazer, pois são cultivadas em lagos artificiais como plantas ornamentais, etc.

  Além disso, algumas macrófitas aquáticas são hospedeiras de algas e bactérias fixadoras de nitrogênio.

  Proporcionam local adequado para o desemvolvimento de microorganismos pois suas raízes servem de substrato para a deposição de ovos de diversos amimais e abrigo para o zooplâncton, que constitui a principal alimentação de muitos peixes pequenos.

  Por necessitarem de altas concentrações de nutrientes para seu desenvolvimento, as macrófitas aquáticas são utilizadas com sucesso na recuperação de rios e lagos poluídos, pois suas raízes podem absorver grandes quantidades de substâncias tóxicas, além de formarem uma densa rede capaz de reter as mais finas partículas em suspensão.

  As macrófitas aquáticas estão tão intimamente relacionadas ao funcionamento dos ambientes aquáticos que a preocupação com sua preservação é fundamental para a manutenção da biodiversidade desses ambientes.

  No Brasil, a maioria dos lagos são relativamente rasos, possibilitando a formação de extensas regiões litorâneas, áreas amplamente ocupadas por macrófitas. Essas regiões são consideradas as principais responsáveis pela produtividade biológica dos sistemas aquáticos e são extremamente vulneráveis aos impactos causados pelo homem, como a poluição e a turbidez da água ocasionada pelo material inorgânico proveniente da erosão dos solos e carregados pelas chuvas.

   Neste contexto, o conhecimento sobre a biologia e ecologia das macrófitas aquáticas e a importância de sua preservação são fundamentais para o bom funcionamento dos ecossistemas aquáticos.

Fonte: Texto - UFSCAR (aqui) / Imagem - Facebook (aqui)

Meus Comentários:

Esta é uma área da flora que pouco conhecemos. São especiais e deveriam ser mais protegidas. Infelizmente, áreas úmidas ou rasas são aterradas para gerar mais espaço para a agricultura ou para estradas no meio urbano.

Temos que entender mais os benefícios gerados por essas comunidades aquáticas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Brasil despenca 19 posições em ranking de desigualdade social da ONU


Desigualdade social cresce no Brasil, aponta a ONU.

País aparece entre os 10 mais desiguais do mundo. Além da diferença entre ricos e pobres, levantamento ressalta desvalorização e baixa representatividade da mulher na sociedade brasileira

As desigualdades social e de gênero se acentuaram no Brasil. Esse é o diagnóstico revelado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com dados de 2015, divulgado nesta terça-feira. O país ocupa o 79º lugar entre 188 nações no ranking de IDH, que leva em conta indicadores de educação, renda e saúde, mas despencou 19 posições na classificação correspondente à diferença entre ricos e pobres.

Enquanto a nota de 0,754 do Brasil se mantém estagnada, preservando-o em um patamar considerado alto pela ONU, o número cai para 0,561 no indicador social. Analisando somente esse fator, o país seria rebaixado para a escala de países com índice médio. O IDH varia entre 0 (valor mínimo) e 1 (valor máximo). Quanto mais próximo de 1, maior é o índice de desenvolvimento do país. Pela primeira vez desde 1990, quando o levantamento começou a ser publicado anualmente, o Brasil não elevou sua nota no ranking. A Noruega permanece na primeira colocação e encabeça a lista das nações com IDH muito alto, com 0,949, seguida por Austrália e Suíça, ambas com 0,939.

Ainda no cálculo ajustado pela desigualdade social, o Brasil, empatado com Coreia do Sul e Panamá, só não regrediu mais nesse quesito que Irã e Botsuana, que caíram 40 e 23 posições, respectivamente. Já o Coeficiente de Gini, que mede a concentração renda, aponta o país como o 10º mais desigual do mundo e o quarto da América Latina, à frente apenas de Haiti, Colômbia e Paraguai. Segundo o levantamento da ONU, o percentual de desigualdade de renda no Brasil (37%) é superior à média da América Latina, incluindo os países do Caribe (34,9%).

A desigualdade brasileira também cresce nas comparações de gênero. Embora as mulheres tenham maior expectativa de vida e mais escolaridade, elas ainda recebem bem menos que os homens no Brasil. A renda per capita da mulher é 66,2% inferior à de pessoas do sexo masculino. No índice de desigualdade de gênero, o país aparece na 92ª posição entre 159 países analisados, atrás de nações de maioria religiosa conservadora, a exemplo de Líbia (38ª), Malásia (59ª) e Líbano (83ª).

Também é baixa a representatividade da mulher no Congresso Nacional. O comparativo entre número de cadeiras em parlamentos indica que as mulheres brasileiras ocupam somente 10,8% dos assentos. O número é inferior à média mundial (22,5%) e até mesmo ao de países com IDH baixo, como a República Centro Africana, última colocada do ranking, que tem 12,5% de seu parlamento ocupado por representantes do sexo feminino.

Por meio de um comunicado, a Presidência da República avaliou que os dados divulgados pela ONU “ilustram a severidade da crise da qual apenas agora o país vai saindo”. De acordo com a nota, as reformas propostas pelo presidente Michel Temer devem se refletir em números melhores nas próximas edições do ranking.

Fonte: El Pais (aqui)

Nota do editor: Triste notícia. Com a atual crise, estamos regredindo a passos largos. Não sei onde a equipe do nosso presidente buscou fazer essa afirmação que as reformas irão ajudar estes índices. Permitir que mulher gestante ou lactante possa trabalhar em local insalubre, com certeza, em nada auxiliará isso.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pneu do futuro poderá ser feito de pele de tomate e casca de ovo



São Paulo – Você já leu por aqui sobre o uso de resíduo de abacaxi para produzir “couro” mais sustentável, sobre empreendedores que sabem tirar riqueza do lixo e materiais biossintéticos que podem mudar o mundo em breve.

Na esteira da busca por materiais mais naturais e do combate ao desperdício, pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de fazer pneus de carro a partir de resíduos de pele de tomate e casca de ovo.

Essa mistura incomum de ingredientes pode substituir o uso de negro de fumo (ou fuligem), material produzido pela combustão incompleta de derivados de petróleo  e utilizado como um reforço de enchimento em pneus de automóveis e outros artigos de borracha.

Fornecido como um pó bem fino, o negro de fumo é responsável por cerca de 30 por cento de um pneu e também pela sua cor preta característica. Nos últimos anos, devido ao aumento da demanda da indústria de pneus e ao fato do custo desse material flutuar com o custo do petróleo, pesquisadores vêm buscando novas fontes de borracha natural e enchimento.

Segundo a Dra. Katrina Cornish, pesquisadora sênior da Universidade Estadual de Ohio, a tecnologia tem o potencial para resolver três problemas: torna a fabricação de produtos de borracha mais sustentável, reduz a dependência do petróleo estrangeiro, no caso dos EUA, e ajuda a reduzir o envio de resíduos aos aterros sanitários.

Os americanos consomem 13 milhões de toneladas de tomates, a maioria deles enlatados ou processados de outra forma, e 100 bilhões de ovos por ano.

As usinas de processamento de tomate geram pilhas de peles descartadas, que são muito úteis para a pesquisa da Universidade, especialmente porque os tomates comerciais possuem peles mais grossas.

Enquanto isso, a indústria de alimentos comerciais usa metade dos ovos produzidos no país, o que significa que há uma oferta estável a todo tempo. Não é à toa que são as fábricas de alimentos de Ohio que fornecem esses resíduos para pesquisa do pneu mais ecológico.

Cindy Barrera, pesquisadora no laboratório de Cornish, descobriu em testes que as cascas de ovos possuem microestruturas porosas que fornecem maior área de superfície para contato com a borracha. As cascas de de tomate, por sua vez, são altamente estáveis a altas temperaturas e também podem ser usadas para gerar material com bom desempenho.

“Descobrimos que a substituição de diferentes quantidades de negro de fumo por cascas de ovo moídas e cascas de tomate causa efeitos sinérgicos, permitindo, por exemplo, que a borracha continue forte e mantenha a flexibilidade”, diz.

De acordo com os cientistas, em testes, a borracha feita com os novos ingredientes excede os padrões industriais de desempenho, o que pode, em última instância, abrir novas aplicações para a borracha.

A principal diferença em relação à borracha convencional é a cor. Dependendo da quantidade de casca de ovo ou tomate usada, o o novo pneu pode ter tom mais castanho avermelhado, ao invés de preto.

Os cientistas, agora, estão testando combinações diferentes e procurando formas de adicionar cor aos materiais. A universidade licenciou a tecnologia, ainda pendente de patente, para a empresa da doutora Cornish, EnergyEne, para desenvolvimento dos próximos passos.

Fonte: Página de Ivan Linhares no Linkedin (aqui)