domingo, 25 de junho de 2017

Governo adia plano de construir usinas hidrelétricas no Rio Negro


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O plano de erguer usinas hidrelétricas no Alto Rio Negro, em uma das regiões mais remotas e preservadas da Amazônia, foi adiado pelo governo. No início deste mês, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento do setor elétrico, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que cancele autorizações para novos estudos sobre a viabilidade de erguer barragens ao longo do Rio Negro, afluente do Rio Amazonas.

Por trás da decisão está a grande complexidade do licenciamento ambiental – pelo menos 50% de toda a região banhada pelo Rio Negro é formada por florestas protegidas e terras indígenas.

Levantamentos já realizados pela Eletrobrás indicam potencial de geração de mais de 4,1 mil megawatts de energia na região, mas a EPE decidiu dar um passo atrás nos estudos, antes de propor qualquer novo empreendimento.

Em vez de renovar seu registro para a elaboração dos “estudos de inventário hidrelétrico da bacia do Rio Negro” e seguir adiante com a expectativa de licenciar hidrelétricas, o órgão, ligado ao Ministério de Minas e Energia, optou por fazer um “pré-inventário” da bacia.

“A nossa previsão é de que o pré-inventário esteja concluído até o final do primeiro semestre de 2019”, declarou a EPE, por meio de nota. “Em um momento oportuno, a EPE poderá solicitar um novo registro para iniciar a elaboração dos Estudos de Inventário Hidrelétrico abrangendo as áreas selecionadas nos estudos.”

Os estudos da Eletrobrás davam conta de que haveria potencial de instalação de barragens abaixo do município de São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Os dados cartográficos também apontam potencial para hidrelétricas na região da chamada Cabeça do Cachorro, na fronteira da Amazônia brasileira com a Colômbia.

Questionada sobre o assunto, a EPE declarou que, até o momento, o único levantamento realizado na bacia do Rio Negro foi o diagnóstico socioambiental, “que revelou a existência de alta complexidade biológica e sociocultural, além de diversos conflitos na bacia”. Além disso, a EPE fez estudos cartográficos na região. O pré-inventário não incluirá levantamentos de campo, mas imagens de satélite.

“Como as fases do estudo que envolvem a identificação de locais barráveis e os estudos de alternativas de divisão de queda, que apontam o potencial de instalação de barragens no Rio Negro e nos seus principais afluentes, não foram iniciados, ainda não é possível afirmar os locais dos aproveitamentos”, informou a instituição.

Dificuldades. A ideia de erguer barragens no Rio Negro, que não tem nenhuma usina, vem dos anos 1990, mas desde 2011 passou a ser analisada pela EPE, que encontrou sucessivas dificuldades para realizar seus estudos de campo em terras indígenas.

O Rio Negro tem extensão aproximada de 1.260 quilômetros dentro do território nacional. Em sua totalidade, drena uma área de cerca de 280 mil quilômetros quadrados e ocupa 20% do território estadual do Amazonas.

O setor elétrico coleciona polêmicas históricas na construção de barragens na Amazônia, por causa das extensas áreas planas da região, o que não favorece quedas d’água.

A hidrelétrica de Balbina, construída nos anos 1980 pelo governo militar, inundou 2.360 quilômetros quadrados de mata nativa do Estados do Amazonas, uma área equivalente à das cidades de São Paulo e Campinas juntas, para gerar apenas 250 megawatts (MW), energia suficiente para atender apenas 370 mil pessoas.

Sua área alagada é equivalente a mais de cinco vezes a área total do reservatório de Belo Monte (516 quilômetros quadrados), que tem potência de 11.233 MW.

A hidrelétrica de Samuel, construída pelos militares em Rondônia, também está entre os maiores escândalos do setor. Foi necessário inundar 656 quilômetros quadrados de mata para gerar ínfimos 216 MW.

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração de SP (aqui)

Como desenvolver a cultura de cidades inteligentes e o crescimento urbano sustentável


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O conceito de Smart Cities está atrelado à necessidade de projetos urbanos para promover a sustentabilidade nas cidades. Ao desenvolver uma cultura de cidades inteligentes, encontramos oportunidades de influenciar e discutir a importância de fortalecer uma ocupação ordenada, a sustentabilidade e a contribuição com soluções inteligentes e criativas para questões mais relevantes nos seus territórios, considerando a integração com o meio ambiente e seu entorno para tornar a vida das pessoas mais prazerosa.

Sérgio Myssior, arquiteto especialista em meio ambiente e urbanismo, sócio da Myr Projetos Sustentáveis e comentarista do programa “a BH que queremos” na rádio CBN/BH estará presente e afirma que é preciso pensar de forma integrada: “os municípios estão diante de um enorme desafio: reverter as desigualdades, repensar as cidades, incrementar os instrumentos de planejamento, gestão e participação, reduzir os déficits de infraestrutura, instituir ações de curto, médio e longo prazos para resgatar a qualidade de vida nas cidades. O país precisa repensar as suas cidades e incorporar rapidamente as melhores práticas no planejamento e gestão urbana, com transparência e participação”, afirma Sergio.

As cidades, de acordo com o arquiteto, têm inúmeras responsabilidades e desafios, sem, contudo, dispor dos recursos necessários, já que o orçamento e a estrutura municipal não são suficientes para lidar com questões de sustentabilidade, mobilidade, habitação, segurança, dentre outros. “Sabemos que o ordenamento territorial acaba influenciando o custo da prestação dos serviços públicos e criando barreiras para o acesso aos menos favorecidos. Portanto, o maior desafio é conseguir instituir um pacto pela melhoria da qualidade de vida urbana, reunindo todos os setores da sociedade. Construindo um plano de desenvolvimento sustentável para a cidade (e não um plano de governo), com ações de curtíssimo prazo, médio e longos prazos. Instituir uma visão holística e integrada de todos os pontos, afinal todos os aspectos se inter-relacionam, especialmente quando refletidos no tecido urbano”, afirma Sergio.

A importância de se discutir o planejamento das cidades para o desenvolvimento de cidades mais humanas e inteligentes vem ao encontro de que o modelo de crescimento e desenvolvimento das cidades parece ter se esgotado, pois as dificuldades são cada vez maiores e já ultrapassam os limites do município, merecendo uma abordagem regional e metropolitana. “As questões relacionadas com a sustentabilidade, mudanças climáticas e mais recentemente os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, indicam a necessidade de se repensar as cidades, notadamente em relação ao modelo de desenvolvimento, oferecendo uma clara mudança nos parâmetros até então adotados. Por isso é necessário se discutir o planejamento das cidades, pois estamos diante da necessidade de mudanças neste paradigma e também de deficiências crescentes, bem como da demanda por gestões participativas e inclusivas”, destaca Sérgio.

Fonte: Adaptado de Estratégia ODS (Aqui) / Imagem (aqui)

Pegada Ambiental do Brasil e do Mundo.




O presente quadro foi extraído do livro Living in the environment: concepts, connections and solutions, de 2009, de MILLER, G. T.

Ele apresenta a pegada ambiental média dos cidadãos daquele país e a sua capacidade natural existente. Assim, o quadro apresenta como seria o saldo ambiental do planeta.

Na primeira linha, é apresentada o saldo médio do mundo, onde cada cidadão possui uma pegada ecológica de 2,2 ha por pessoa, sendo que a capacidade existente no mundo é de 1,8 ha/pessoa. Assim, o mundo fica devendo todos os anos 0,4 de saldo, ou seja, como mundo, somos insustentáveis!

Isso, claro, lembrando que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo não possuem o mínimo para sobreviver estando em terríveis níveis de inanição e miséria. São pessoas flageladas que instituições como ONU, Médicos Sem Fronteira entre outros tentam amenizar.

Do quadro, apenas o Brasil e o Canadá são positivos no saldo. Mas reparem que o ponto de partida da pegada de nossa posição é muito inferior ao do Canadá. Temos demanda de 2,1 ha/pessoa, enquanto o Canadá é 7,6 ha/pessoa.

Assim, não dá para pensar na premissa do crescimento incessante porque o mundo não aguenta e o nível que esses países alcançaram não dá para ser globalizado. Estados Unidos possuem 9,8 ha/pessoa.

Há pessoas que podem pensar que a tecnologia pode melhorar esse processo diminuindo nossa demanda, mas daí vem os dados da Alemanha que tem investido pesado em economia verde e possui uma pegada ecológica de 4,5 ha/pessoa, pouco mais que o Japão que não mostra essa louca busca e mais que o dobro da média mundial.

Ou seja, a prática atual não é sustentável e não estamos de fato buscando outra proposta. Há muito mais a ser pensado se quisermos de fato melhorar. E vejo que o que se busca hoje é o aperto dos países emergentes, para que não aumentem a pressão ambiental.

Livro: Você quer falar melhor?

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Livro: Você quer falar melhor.
1977. Rio de Janeiro. Editora Bloch. 157 páginas.
Autor: Pedro Bloch

Comentários Gerais:

Peguei este livro no Pegue e Leve da Biblioteca de Limeira.
Num primeiro momento, pensei que fosse um livro com indicações de oratória, já que o nome me remeteu esta ideia.

Mas não, o autor era médico foniatra e teatrólogo. Nos primeiros capítulos, ele trata sobre a importância do que falar, acima do que falar.

O autor critica o preciosismo nas falas, mas usa e abusa desse preciosismo na escrita citando experiências próprias, palavreados complicados e textos redundantes.

Na segunda parte, ele apresenta mais a fisiologia da fala, com a função de cada órgão no sistema e uso como um todo.

E conclui apresentando alguns exercícios para melhorar o sistema fonatório, que em minha opinião, peca pelo excessivo uso de termos da saúde, como se estivesse num Congresso Médico ou num periódico do setor. Ou alguém que não seja da saúde sabe o que significa exercício em posição de decúbito frontal e lateral? Eu não sei.

Outra falha nesse momento foi a não utilização de imagens e diagramas para os exercícios, o que dificulta muito o processo. Pode ser que a ausência de diagramas seja por questões gráficas do momento em que o livro foi editado. Claro que essa dificuldade não deveria ser por ausência de tecnologia, mas talvez para não aumentar os custos da produção editorial.

Uma curiosidade é que o autor expressa laringe como substantivo masculino, sempre como o laringe. Que eu saiba, hoje é entendido como substantivo feminino: a laringe.

Concluindo, não curti o livro. Conclui a leitura mais para não abandonar a empreitada. Mas toda leitura vale a pena.

Para saber mais da biografia do autor, clique aqui.

sábado, 24 de junho de 2017

Documentário: Catastroika


O documentário Catastroika: privatizations goes public (as privatizações são públicas, em tradução livre) apresenta os danos causado no mundo pela privatização de empresas estatais de infraestruturas.

Nos diversos países, como Rússia, Alemanha Oriental, Reino Unido, França, Estados Unidos entre outros, como que privatizaram a preço baixo e depois investiram em recurso público valor maior que o que foi ganhado no processo de privatização. Isso quando não reestatizaram.

Vale a pena assisti-lo.



O documentário tem como foco o processo de privatização que está em curso na Grécia,e o programa vai mostrando como que cada área que está em processo de privatização e um paralelo em outro país no mundo.

São apresentados casos de privatização nos setores ferroviário, saneamento e de energia elétrica.

Isso nos faz pensar sobre estes atos.

Todo documentário tem claramente uma ótica para criar sua narrativa. Que um jornalismo não é isento, todos sabem e um documentário, muito menos.

Ele, claramente, apresenta as faces piores do processo, mas vale a pena assisti-lo e ver o processo por outro ângulo, afinal, na mídia jornalística do dia-a-dia, vemos essa prática como salvação.

Assim, cada um poderá fazer sua avaliação crítica e ter opinião sobre o tema sem ser levado pela informação do grupo dominante da atualidade no país.

E o documentário encerra com uma frase do filósofo Tucídides: 


"Ou a liberdade ou a tranquilidade: tens que escolher. Não se pode ter as duas coisas!"

O documentário é de 2012, foi dirigido por Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi, e foi financiado por cidadãos gregos e estrangeiros.

Para saber mais sobre o documentário, acesse seu web site www.catastroika.com


Mais uma da série: eu apenas segui o projeto...

A imagem pode conter: planta e atividades ao ar livre

Fonte: Facebook (aqui)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Parques Nacionais pouco conhecidos dos brasileiros



Parques Nacionais são unidades de conservação criados para proteger um determinado bioma, além de sua fauna e flora.

E no Brasil, isso significa falar de áreas com mais de 400 ilhas, como o arquipélago fluvial de Anavilhanas; caverna com acesso por teleférico, no Ceará; e até sítios arqueológicos, como os do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Conheça parques nacionais brasileiros, ainda desconhecidos do grande público, do Amazonas ao Paraná, passando por Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados:

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos

(PARÁ)

Esse é o mais novo parque nacional do Brasil.
Com uma área total de 79.029 hectares, a mais nova unidade de conservação da natureza federal abrange os municípios de Canaã de Carajás (82,9%) e Parauapebas (17,1%), ao lado da Floresta Nacional de Carajás, umas das maiores reservas minerais do planeta.

A área do parque é coberta por florestas e, principalmente, por savanas conhecidas como vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro.


Parque Nacional de Anavilhanas

(AMAZONAS)

Entre Manaus e Novo Airão, esse parque nacional é formado por um arquipélago fluvial de 400 ilhas, considerado um dos maiores do mundo, com 130 km de extensão, aproximadamente.
No período da seca, de setembro a fevereiro, é possível aproveitar as praias de areia que emergem entre as ilhas. Já no período da cheia, de março a agosto, a principal atividade é passeios de barco nas florestas alagadas.

Observação de botos-cor-de-rosa, banhos no Rio Negro e trilhas, como a do Barro Branco, são algumas das atividades possíveis no parque.


Parque Nacional da Serra das Confusões

(PIAUÍ)

A 620 km de Teresina, esse parque fica entre os municípios de Caracol, Guaribas, Santa Luz e Cristino Castro.


O nome Confusões vem das rochas que mudam de cor conforme a luminosidade, podendo variar do acinzentado ao vermelho. Além dos sítios arqueológicos com inscrições rupestres, uma das principais atrações é a Gruta do Riacho dos Bois, onde a água brota de dentro das rochas.

Para conhecer o parque, é necessário estar acompanhado de um guia da Associação de Condutores do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Parque Nacional do Catimbau

(PERNAMBUCO)

Entre o agreste e o sertão pernambucano, a aproximadamente 300 km de Recife, esse parque possui mais de 62 mil hectares de área, o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, e é parte dos municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga.


Sua principal atração são os paredões de arenito, que possuem diversas cores e datam de mais de 100 milhões de anos. Há também cerca de duas mil cavernas arqueológicas, com pinturas rupestres e artefatos da pré-história, alguns datando de mais de 6 mil anos.

Parque Nacional de Ubajara

(CEARÁ)

A 348 km de Fortaleza, esse parque nacional possui seis mil hectares de área e é conhecido como um dos menores do Brasil.
Sua principal atração é a Gruta do Ubajara, uma galeria de 1.200 m de extensão, cujos 450 metros iniciais estão abertos para visita, cujo acesso pode ser feito através de um teleférico suspenso a 550 metros, que propicia também uma vista de praticamente todo o parque.

Outra atração são as trilhas, dentre as quais a da Samambaia, de 1,5 km de extensão, que leva até o mirante e ao Circuito das Cachoeiras.



Parque Nacional de Superagui

(PARANÁ)

Localizado no município de Guaraqueçaba, é considerado Patrimônio Natural pela UNESCO e tem uma área com quase 34 mil hectares que protege uma fauna local, ameaçada de extinção, formada por mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa e suçuaranas.
Possui 38 km de praias virgens, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta e, apesar de ser um destino pouco visitado, tem diversos atrativos, como aproveitar a Praia Deserta, trilhas na Mata Atlântica, visita a comunidades que cultivam ostras e servem o molusco assado em fogões rústicos, praias de água doce formadas pelo rio local e avistamento da revoada dos raros papagaios-da-cara-roxa que habitam a Ilha dos Pinheiros.

Nos meses de férias e em feriados, a comunidade local se reúne para apresentações de fandango no bar Akdov.

Fonte: MSN (aqui)

Novo comitê fará raio-x sobre educação ambiental na SMA-SP



O Comitê de Integração de Educação Ambiental se reuniu, pela primeira vez, em 14 de junho

21 junho, 2017

Construir um retrato da educação ambiental no Sistema Ambiental Paulista a partir de um diagnóstico do que já é realizado pelas diversas instituições. Esta será a primeira tarefa do recém-criado Comitê de Integração de Educação Ambiental.

O grupo se reuniu pela primeira vez no último dia 14 de junho e durante o encontro foram definidas as linhas gerais de atuação, objetivos e estratégias que vão dar o suporte para futuros projetos e ações sobre o tema dentro da secretaria.

O colegiado, estabelecido em caráter permanente, é composto por representantes de todas as instituições componentes do Sistema Ambiental Paulista, e terá papel crucial na coordenação das ações de educação ambiental realizadas.

O comitê é coordenado por Eduardo Trani, chefe da Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA). “O comitê terá um papel fundamental no reconhecimento das ações de educação ambiental realizadas pelas instituições executoras da Política de Meio Ambiente da SMA, na identificação das necessidades para educação ambiental nas políticas e no estabelecimento de prioridades e direcionamento de esforços e recursos para sua execução”, disse.

Na reunião também foi esclarecido que a CEA, por sua vez, ficará com o papel executivo na articulação para potencializar as ações de educação ambiental do Sistema Ambiental. A coordenadoria também terá o papel de integrar projetos e instituições para suprir as demandas e viabilizar parcerias.

A próxima reunião do comitê será no dia 1º de agosto.

Fonte: Secretaria de Estado de Meio Ambiente (aqui)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Planejamento defende uso de tecnologia para governo ser mais sustentável


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Ações digitais do Ministério para facilitar a vida dos cidadãos e reduzir custos foram apresentadas em seminário no Instituto Serzedello Corrêa

O secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação, Marcelo Pagotti, defendeu hoje (20) o uso de soluções digitais para tornar a administração pública mais sustentável. Durante o seminário “Sustentabilidade na Administração Pública: Panorama e estratégias de Gestão”, o secretário apresentou as principais ações do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) para transformar digitalmente o governo brasileiro. O evento, uma iniciativa do Poder Judiciário, está sendo realizado no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília.

“Um dos grandes desafios do governo federal é entregar mais serviços públicos para a sociedade com menos recursos financeiros, sendo assim mais sustentável. Nossa proposta é enxergar o cidadão de uma maneira única dentro da administração pública federal, fazendo a limpeza, por exemplo, dos diversos cadastros existentes nos órgãos federais”, afirma Pagotti.

Uma das ações do MP para alcançar este resultado é a Plataforma de Cidadania Digital. Instituída em dezembro do ano passado pelo Decreto nº 8.936/2016, a plataforma tem o objetivo de ampliar e simplificar o acesso dos cidadãos brasileiros aos serviços públicos. O Portal de Serviços do governo federal (servicos.gov.br) se tornará em breve o canal único e integrado para a disponibilização de informações, solicitação eletrônica e acompanhamento de serviços públicos.

“Queremos também que o governo seja enxergado pelo cidadão de uma maneira única. A plataforma unificará a visão dos serviços públicos para o cidadão. Hoje o cidadão tem o ônus de procurar nos sites governamentais onde determinado serviço pode ser realizado”, disse Pagotti.

Além de facilitar a vida dos cidadãos com a eliminação de deslocamentos desnecessários, tempo de espera nas filas, impressão dispensável de certidões e autenticação de documentos, a plataforma também reduzirá os gastos do governo federal. Pesquisas demonstram que a transformação digital dos serviços públicos deve gerar uma economia de 97% para a administração pública.

Fonte: Site do Ministério do Planejamento (aqui) / Imagem (aqui)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Como nasce um parque: A história do primeiro parque do Brasil



Firme e soberana, a Serra do Itatiaia já foi palco de muitas histórias. Algumas de que se tem registro, e outras dos tempos em que os índios Puri eram os únicos habitantes da região. Essas só podemos imaginar.

É sabido, porém, que ali começou uma grande jornada: a jornada dos parques do Brasil. Os primeiros visitantes chegaram ainda no século XIX, em expedições que resultaram na criação de obras de arte que hoje estão no Museu do Louvre, em Paris. No entanto, foi apenas em 1937 que o local se tornou o Parque Nacional do Itatiaia - o primeiro parque brasileiro. Hoje, 14 de junho, é comemorado o aniversário de 80 anos.

As terras que foram adquiridas pelo governo federal para a criação de núcleos coloniais agrícolas, em 1908, são as mesmas que se tornaram um local de conservação e conexão nos últimos 80 anos. Proteção à natureza, auxílio às ciências naturais, crescimento do turismo e reserva das florestas existentes para as gerações vindouras eram os objetivos que, desde o início, nortearam a criação dos parques nacionais, por Getúlio Vargas.

De lá pra cá, o parque tomou corpo. Áreas agrícolas foram regeneradas e, já na década de 1940, o espaço ganhou infraestrutura para receber visitantes e pesquisadores.

Hoje, quem cruza os limites do Itatiaia se vê rodeado por cerca de 30 mil hectares, o equivalente a 135 parques Ibirapuera. Ali, pode-se percorrer trilhas e mergulhar em cachoeiras, observar a fauna e a flora. Aliás, as mais de 360 espécies de aves tornam o parque indispensável para os observadores. Existe, inclusive, um pássaro que leva o nome do parque, o Itatiaia Spinetail.

Outro atrativo é o frio que toca o Planalto do Itatiaia. Geadas matinais, lagos congelados e, por vezes, até neve no Pico das Agulhas Negras atraem a curiosidade dos visitantes. Há quem diga que é a região com as menores temperaturas do Brasil. O recorde não está confirmado, mas, no ano passado, os termômetros chegaram a marcar -13,3 graus!

Do turismo, brota um dos mais doces frutos gerados nessa jornada. "A grande vocação do Itatiaia é cativar as pessoas e despertar o desejo de conhecer os parques e conservar as nossas riquezas naturais", explica Gustavo Tomzhinsky, chefe do Itatiaia. Esses são frutos semeados em todos os parques. Que, no futuro, eles brotem por todos os lados.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

Fonte: MSN (aqui)

sábado, 17 de junho de 2017

Qual é a Origem dos Nomes dos Estados Brasileiros?


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Os Estados brasileiros foram batizados de acordo com basicamente três fontes: nomes indígenas relacionados à região, acidentes geográficos ou nomes de santos. Veja a origem de cada um.

Acre - o nome provavelmente vem de 'aquiri', corruptela de 'uwákürü', vocábulo do dialeto Ipurinã que denominava um rio local. Conta a História que, em 1878, o colonizador João Gabriel de Carvalho Melo fez um pedido por escrito a um comerciante paraense de mercadorias destinadas à 'boca do rio Aquiri'. Só que o comerciante não entendeu a letra de Melo, que parecia ter escrito algo como 'acri' ou 'aqri', e as compras foram entregues ao colonizador com o destino 'rio acre'

Alagoas - deriva dos numerosos lagos e lagoas que banham a região. Só Maceió, a capital, possui 17 lagoas, entre mais de 30 em todo o Estado

Amapá - a origem desse nome é controversa. Na língua tupi, o nome Amapá significa 'o lugar da chuva' - 'ama' (chuva) e 'paba' (lugar, estância, morada). A tradição diz, no entanto, que o nome teria vindo do nheengatu, uma espécie de dialeto tupi jesuítico, que significa 'terra que acaba', ou seja: 'ilha'. Também pode se referir à árvore amapá (Hancornia amapa), muito comum na região. Sua seiva é usada como fortificante e estimulador do apetite

Amazonas - o nome, que se transmitiu do rio à região e, depois, ao Estado, deve-se ao explorador espanhol Francisco de Orellana que, em 1541, ao chegar à região, teve de guerrear com uma tribo indígena. O cronista da expedição relatou que os guerreiros eram, na verdade, bravas índias. Elas foram comparadas às amazonas, mulheres guerreiras que, segundo lenda grega, retiravam o seio direito para melhor manejarem o arco-e-flecha

Bahia - deriva da Baía de Todos os Santos, região onde atracou uma esquadra portuguesa em 1º de novembro de 1501, dia dedicado a Todos os Santos. Em 1534, quando o Brasil foi dividido em capitanias, havia uma orientação para que elas fossem batizadas com nomes dos acidentes mais notáveis nos seus territórios

Ceará - vem de 'ciará' ou 'siará' - 'canto da jandaia', em tupi, um tipo de papagaio pequeno e grasnador

Espírito Santo - o Estado originou-se de uma capitania doada a Vasco Fernandes Coutinho, que chegou à região no dia 23 de maio de 1535, um domingo do Espírito Santo (ou Pentecostes, 50 dias após a Páscoa), razão pela qual a capitania recebeu esse nome

Goiás - deriva do nome dos índios guaiás, que ocupavam a região no final do século 16, quando lá chegaram os bandeirantes em busca de ouro

Maranhão - outro nome com origem controversa. Uma das hipóteses é que venha do nheengatu 'mara-nhã', outra é que tenha origem no tupi 'mbarã-nhana' ou 'pára-nhana', que significa 'rio que corre'. Outra possível origem está no cajueiro, árvore típica da região conhecida como 'marañón' em espanhol

Mato Grosso - a denominação tem origem em meados da década de 1730 e foi dada pelos bandeirantes que chegaram a uma região onde as matas eram muito espessas. Embora a vegetação do Estado não seja cerrada e densa em toda a sua superfície, o nome foi mantido e se tornou oficial a partir de 1748

Mato Grosso do Sul - a criação do Estado é resultado de um longo movimento separatista que teve sua origem em 1889, quando alguns políticos propuseram a transferência da capital de Mato Grosso para Corumbá. Na primeira metade do século 20, com a chegada de seringueiros, criadores de gado e exploradores de erva-mate à Região Sul, ficou clara a diferença entre as duas metades do Estado. E em 1977 ele foi desmembrado

Minas Gerais - a existência na região de inúmeras minas com metais preciosos, descobertas pela exploração dos bandeirantes paulistas no final do século 18, deu origem ao nome do Estado. O motivo da junção do adjetivo 'gerais' para 'minas' pode ser por conta dos vários tipos de minérios ou também para diferenciar das minas particulares

Pará - vem da palavra tupi 'pa'ra', que significa 'mar'. Esse foi o nome dados pelos índios para o braço direito do rio Amazonas que, ao confluir com o Rio Tocantins, se alonga muito parecendo o mar

Paraíba - vem da junção do tupi 'pa'ra' com 'a'iba', que significa 'ruim, impraticável para a navegação'. O nome foi inicialmente dado ao rio e depois ao Estado

Paraná - também formado pela junção de 'pa'ra' com 'aña', que significa 'semelhante, parecido'. A palavra serviria para designar um rio semelhante ao mar

Pernambuco - o nome vem do tupi-guarani 'paranambuco', junção de 'para'nã' (rio caudaloso) e 'pu'ka' (rebentar, furar) e significa 'buraco no mar'. Os índios usavam 
essa palavra para os navios que furavam a barreira de recifes

Piauí - do tupi 'pi'awa' ou 'pi('ra)'awa', que significa 'piau, peixe grande', com 'i' (rio). Ou seja, rio das piabas ou dos piaus

Rio de Janeiro - em 1º de janeiro de 1502, uma expedição portuguesa sob o comando de Gaspar Lemos chegou ao que lhes parecia a foz de um grande rio, denominando o local como Rio de Janeiro, ao que é, na realidade, a entrada da barra da Baía de Guanabara

Rio Grande do Norte - recebeu esse nome por conta do tamanho do Rio Potengi

Rio Grande do Sul - primeiro chamado São Pedro do Rio Grande, por causa do canal que liga a lagoa dos Patos ao oceano.

Rondônia - originalmente criado como Território do Guaporé em 1943, trocou de nome em 17 de fevereiro de 1956, em homenagem ao marechal Cândido Rondon (1865-1958), que desbravou a região

Roraima - nome indígena local que significa serra verde ou monte verde. A palavra é formada pela junção de 'roro' ou 'rora' (verde) com 'imã' (serra ou monte)

São Paulo - o nome está relacionado com a data de fundação do Real Colégio de São Paulo de Piratininga, em 25 de janeiro de 1554, que originou a cidade de São Paulo. Essa data é comemorada pela Igreja Católica como o dia da conversão de Paulo ao cristianismo

Sergipe - do tupi 'si'ri-ï-pe', que significa 'rio dos siris'

Santa Catarina - há duas possíveis origens para o nome. A primeira se refere a Sebastião Caboto, italiano a serviço da Espanha, que chegou à ilha por volta de 1526 e teria lhe dado esse nome em homenagem a sua mulher Catarina Medrano. Alguns historiadores, entretanto, acreditam que se trata de um oferecimento a Santa Catarina de Alexandria, festejada pela Igreja no dia 25 de novembro

Tocantins - nome de um grupo indígena que teria habitado a região junto à foz do Rio Tocantins. A palavra tupi significa 'bico de tucano'.

Fonte: Revista Galileu (aqui) / Imagem (aqui)

Operação do sistema elétrico mudará com expansão eólica e solar, diz ONS

A operação do sistema elétrico brasileiro precisará mudar para se adaptar à acelerada expansão da geração eólica no país e ao início da introdução da energia solar na matriz, incluindo o crescimento nas instalações solares em residências, com placas fotovoltaicas em telhados, disse nesta terça-feira o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata.

Ele afirmou que essa preocupação já faz com que o ONS e as autoridades do setor preparem-se para rever o sistema computacional utilizado atualmente para programar a operação do sistema e para o cálculo dos preços spot da eletricidade, ou Preços de Liquidação das Diferenças (PLD).

“Estamos trabalhando de forma integrada para poder dispor a partir de 2020 de um novo modelo para o estabelecimento da política de operação e cálculo de preço, que tenha todos requisitos que entendemos como fundamentais”, disse Barata, ao participar de evento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo ele, o novo sistema a ser desenvolvido possibilitará que o sistema elétrico enfrente melhor a variabilidade da geração das usinas eólicas e solares, que dependem de vento e da incidência do sol.

“Entendemos que hoje o estágio de evolução do segmento exige uma permanente inovação em tecnologia e temos colocado como palavra de ordem no ONS a inovação. Precisamos melhorar nossos procedimentos”, disse o diretor.

De acordo com Barata, o novo sistema teria uma representação das usinas de forma individual e em base horária, e uma “adequada representação das fontes intermitentes”.

Ele disse que participou recentemente de encontros com representantes de órgãos semelhantes ao ONS que operam em outros países do mundo e que diversos deles relataram grandes desafios para se adaptar à expansão das fontes renováveis, principalmente na Europa, onde a tecnologia avançou rapidamente.

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“O depoimento deles é realmente impressionante. A Itália… chega a ter hoje quase 30 por cento da carga suprida por fotovoltaicas nos tetos. Isso significa dizer que você tem que aparelhar o sistema para operar durante o dia… e quando o sol se põe a configuração é outra”, comentou.

“E isso tem acontecido na Itália e vários outros países, todos enfrentaram problemas grandes de adaptação a essa nova realidade do setor.”

O diretor do ONS apontou, no entanto, que o Brasil deverá ter tempo para se preparar para essas transformações, ajudado principalmente pela crise econômica, que deverá limitar em algum nível a velocidade dessas mudanças.

Fonte: Secretaria de Energia (aqui) / Imagem (aqui)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Precisamos falar sobre a vaidade na vida acadêmica


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por Rosana Pinheiro-Machado — publicado 24/02/2016 03h37, última modificação 24/02/2016 12h17

Combater o mito da genialidade, a perversidade dos pequenos poderes e os "donos de Foucault" é fundamental para termos uma universidade melhor

As fronteiras entre fracos e 'fodas' começam nas bolsas de iniciação científica da graduação. No novo status de bolsista, o aluno começa a mudar a sua linguagem. Sem discernimento, brigas de orientadores são reproduzidas. Há brigas de todos os tipos: pessoais (aquele casal que se pegava nos anos 1970 e até hoje briga nos corredores), teóricas (marxistas para cá; weberianos para lá) e disciplinares (antropólogos que acham sociólogos rasos generalistas, na mesma proporção em que sociólogos acham antropólogos bichos estranhos que falam de si mesmos).

A entrada no mestrado, no doutorado e a volta do doutorado sanduíches vão demarcando novos status, o que se alia a uma fase da vida em que mudar o mundo já não é tão importante quanto publicar um artigo em revista qualis A1 (que quase ninguém vai ler).

Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dizíamos que quando alguém entrava no mestrado, trocava a mochila por pasta de couro. A linguagem, a vestimenta e o ethos mudam gradualmente. E essa mudança pode ser positiva, desde que acompanhada por maior crítica ao sistema e maior autocrítica – e não o contrário.

A formação de um acadêmico passa por uma verdadeira batalha interna em que ele precisa ser um gênio. As consequências dessa postura podem ser trágicas, desdobrando-se em dois possíveis cenários igualmente predadores: a destruição do colega e a destruição de si próprio.

O primeiro cenário engloba vários tipos de pessoas (1) aqueles que migraram para uma área completamente diferente na pós-graduação; (2) os que retornaram à academia depois de um longo tempo; (3) os alunos de origem menos privilegiada; (4) ou que têm a autoestima baixa ou são tímidos. Há uma grande chance destas pessoas serem trituradas por não dominarem o ethos local e tachadas de “fracos”.

Os seminários e as exposições orais são marcados pela performance: coloca-se a mão no queixo, descabela-se um pouco, olha-se para cima, faz-se um silêncio charmoso acompanhado por um impactante “ãaaahhh”, que geralmente termina com um “enfim” (que não era, de fato, um “enfim”). Muitos alunos se sentem oprimidos nesse contexto de pouca objetividade da sala de aula. Eles acreditam na genialidade daqueles alunos que dominaram a técnica da exposição de conceitos.

Hoje, como professora, tenho preocupações mais sérias como estes alunos que acreditam que os colegas são brilhantes. Muitos deles desenvolvem depressão, acreditam em sua inferioridade, abandonam o curso e não é raro a tentativa de suicídio como resultado de um ego anulado e destruído em um ambiente de pressão, que deveria ser construtivo e não destrutivo.

Mas o opressor, o “foda”, também sofre. Todo aquele que se acha “bom” sabe que, bem lá no fundo, não é bem assim. Isso pode ser igualmente destrutivo. É comum que uma pessoa que sustentou seu personagem por muitos anos, chegue na hora de escrever e bloqueie.

Imagine a pressão de alguém que acreditou a vida toda que era foda e agora se encontra frente a frente com seu maior inimigo: a folha em branco do Word. É “a hora do vâmo vê”. O aluno não consegue escrever, entra em depressão, o que pode resultar no abandono da tese. Esse aluno também é vítima de um sistema que reproduziu sem saber; é vítima de seu próprio personagem que lhe impõe uma pressão interna brutal.

No fim das contas, não é raro que o “fraco” seja o cavalinho que saiu atrasado e faça seu trabalho com modéstia e sucesso, ao passo que o “foda” não termine o trabalho. Ademais, se lermos o TCC, dissertação ou tese do “fraco” e do “foda”, chegaremos à conclusão de que eles são muito parecidos.

A gradação entre alunos é muito menor do que se imagina. Gênios são raros. Enroladores se multiplicam. Soar inteligente é fácil (é apenas uma técnica e não uma capacidade inata), difícil é ter algo objetivo e relevante socialmente a dizer.

Ser simples e objetivo nem sempre é fácil em uma tradição “inspirada” (para não dizer colonizada) na erudição francesa que, na conjuntura da França, faz todo o sentido, mas não necessariamente no Brasil, onde somos um país composto majoritariamente por pessoas despossuídas de capitais diversos.

É preciso barrar imediatamente este sistema. A função da universidade não é anular egos, mas construí-los. Se não dermos um basta a esse modelo a continuidade desta carreira só piora. Criam-se anti-professores que humilham alunos em sala de aula, reunião de pesquisa e bancas. Anti-professores coagem para serem citados e abusam moral (e até sexualmente) de seus subalternos.

Anti-professores não estimulam o pensamento criativo: por que não Marx e Weber? Anti-professores acreditam em lattes e têm prazer com a possibilidade de dar um parecer anônimo, onde a covardia pode rolar às soltas.

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O dono do Foucault

Uma vez, na graduação, aos 19 anos, eu passei dias lendo um texto de Foucault e me arrisquei a fazer comparações. Um professor, que era o dono do Foucault, me disse: “não é assim para citar Foucault”.

Sua atitude antipedagógica, anti-autônoma e anti-criativa, me fez deixar esse autor de lado por muitos anos até o dia em que eu tive que assumir a lecture “Foucault” em meu atual emprego. Corrigindo um ensaio, eu quase disse a um aluno, que fazia um uso superficial do conceito de discurso, “não é bem assim...”.

Seria automático reproduzir os mecanismos que me podaram. É a vingança do oprimido. A única forma de cortamos isso é por meio da autocrítica constante. É preciso apontar superficialidade, mas isso deve ser um convite ao aprofundamento. Esquece-se facilmente que, em uma universidade, o compromisso primordial do professor é pedagógico com seus alunos, e não narcisista consigo mesmo.

Quais os valores que imperam na academia? Precisamos menos de enrolação, frases de efeitos, jogo de palavras, textos longos e desconexos, frases imensas, “donos de Foucault”. Se quisermos que o conhecimento seja um caminho à autonomia, precisamos de mais liberdade, criatividade, objetividade, simplicidade, solidariedade e humildade.

O dia em que eu entendi que a vida acadêmica é composta por trabalho duro e não genialidade, eu tirei um peso imenso de mim. Aprendi a me levar menos a sério. Meus artigos rejeitados e concursos que fiquei entre as últimas colocações não me doem nem um pouquinho. Quando o valor que impera é a genialidade, cria-se uma “ilusão autobiográfica” linear e coerente, em que o fracasso é colocado embaixo do tapete. É preciso desconstruir o tabu que existe em torno da rejeição.

Como professora, posso afirmar que o número de alunos que choraram em meu escritório é maior do que os que se dizem felizes. A vida acadêmica não precisa ser essa máquina trituradora de pressões múltiplas. Ela pode ser simples, mas isso só acontece quando abandonamos o mito da genialidade, cortamos as seitas acadêmicas e construímos alianças colaborativas.

Nós mesmos criamos a nossa trajetória. Em um mundo em que invejas andam às soltas em um sistema de aparências, é preciso acreditar na honestidade e na seriedade que reside em nossas pesquisas.

Transformação

Tudo depende em quem queremos nos espelhar. A perversidade dos pequenos poderes é apenas uma parte da história. Minha própria trajetória como aluna foi marcada por orientadoras e orientadores generosos que me deram liberdade única e nunca me pediram nada em troca.

Assim como conheci muitos colegas que se tornaram pessoas amargas (e eternamente em busca da fama entre meia dúzia), também tive muitos colegas que hoje possuem uma atitude generosa, engajada e encorajadora em relação aos seus alunos.

Vaidade pessoal, casos de fraude em concursos e seleções de mestrado e doutorado são apenas uma parte da história da academia brasileira. Tem outra parte que versa sobre criatividade e liberdade que nenhum outro lugar do mundo tem igual. E essa criatividade, somada à colaboração, que precisa ser explorada, e não podada.

Hoje, o Brasil tem um dos cenários mais animadores do mundo. Há uma nova geração de cotistas ou bolsistas Prouni e Fies, que veem a universidade com olhos críticos, que desafiam a supremacia das camadas médias brancas que se perpetuavam nas universidades e desconstroem os paradigmas da meritocracia.

Soma-se a isso o frescor político dos corredores das universidades no pós-junho e o movimento feminista que só cresce. Uma geração questionadora da autoridade, cansada dos velhos paradigmas. É para esta geração que eu deixo um apelo: não troquem o sonho de mudar o mundo pela pasta de couro em cima do muro.

Fonte: Carta Capital (aqui) / Imagem: Internet (aqui e aqui)

A usina flutuante da China


A usina flutuante da China

Segunda maior economia do mundo e maior emissora de gases do efeito estufa, a China deu mais um passo em direção à limpeza de sua matriz energética. Na semana passada, a potência asiática inaugurou a maior usina solar flutuante do mundo, na cidade de Huainan, localizada na província de Anhui. O fato de a instalação ter sido colocada no lugar onde, antigamente, funcionava uma mina de carvão, que foi alagada, parece até provocação. A usina irá produzir 40 megawatts (MW) de energia por ano.

A título de comparação, a capacidade instalada total de energia solar no Brasil, incluindo a geração distribuída (projetos particulares), é de 77 MW. Mais importante do que sua capacidade, no entanto, é o simbolismo do projeto chinês, cuja inauguração aconteceu dias depois de o presidente americano, Donald Trump, anunciar que vai retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris. A China, que já é o maior produtor de energia limpa do mundo, vem liderando os investimentos em pesquisa e desenvolvimento na área de renováveis.

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Em 2016, o país asiático aportou quase o dobro dos americanos nesse setor. Ao mesmo tempo, o governo chinês está barrando projetos sujos. Em janeiro, foram canceladas as construções de 100 usinas a carvão no país. Essa mudança de mentalidade vem permitindo avanços consideráveis, como esse na área de usinas flutuantes. Antes de Huainan, o máximo de capacidade obtida com esse tipo de empreendimento era de 13,7 MW, de uma usina no Japão. Quem vai segurar os chineses?

Fonte: Isto É Dinheiro (aqui)

domingo, 11 de junho de 2017

USP organiza no Brasil conferência da ONU sobre educação executiva.



Conferência será em Curitiba e está com inscrições de trabalho abertas

A quarta edição da Conferência de Pesquisa em Educação Executiva Responsável será realizada em setembro, em Curitiba, no Paraná. A organização é da USP e da Fundação Instituto de Administração (FIA).

O evento é parte do PRME, sigla para Princípios para Educação Executiva Responsável, uma plataforma global da Organização das Nações Unidas (ONU) de engajamento voluntário para as escolas de negócios e outras instituições de ensino superior.

Com o tema Novas questões de pesquisa para o avanço na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a conferência tem como foco a discussão de pesquisas em colaboração com empresas, políticos, ONGs, mídia e outras partes interessadas no papel dos negócios na sociedade, no desenvolvimento sustentável e na educação executiva responsável.

As inscrições de resumos de trabalhos estarão abertas até o dia 31 de maio. Os resumos devem ser em inglês e relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos durante a Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável em 2015.

Os presidentes do comitê organizador do PRME Brazil são os professores da USP Flávio Hourneaux Junior, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), e Adriana Caldana, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp).

A conferência será nos dias 13 e 14 de setembro, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Avenida Com. Franco, 1.341, Jardim Botânico, Curitiba-PR.

Com informações de Ribeirão Preto

Mais informações e inscrições: site http://rmeconference.com/

Fonte: Jornal da USP (Aqui)

Rede Brasil lança o Relatório 2016



A Rede Brasil do Pacto Global lança o Relatório de Atividades 2016. A publicação destaca a consolidação da iniciativa como porta-voz da Agenda 2030 para o setor privado brasileiro e o aumento de quase 13% no número de empresas, o que levou a Rede Brasil a ocupar o posto de maior Rede Local do UN Global Compact nas Américas e se manteve como a quarta maior do mundo. Além disso, o ano foi marcado pela realização do Fórum Pacto Global, que lotou o auditório do MASP, em São Paulo. A versão em inglês do Relatório estará disponível em breve.

As estatísticas da Rede Brasil em 2016 fazem jus ao protagonismo que vem desempenhando junto ao setor privado brasileiro. Além do incremento no número de empresas signatárias, ao longo do ano houve a adesão de 148 novos membros, um incremento 24,3% maior do que o verificado no ano anterior. Dos 695 signatários em 2016, 491 eram empresas (244 grandes e 247 PMEs) e 204 organizações sem atividades empresariais.

Mas apesar dos números positivos, a Rede Brasil registrou queda no número final – 695 signatários contra 714 em 2015 –, o que corresponde a uma pequena redução de 2,6%. Isso se deve ao vencimento do primeiro prazo de dois anos para a entrega do Comunicação de Engajamento (COE) das organizações sem atividades empresariais. Portanto, não se trata de um fato isolado e houve baixa em quase todas as Redes Locais do mundo. Cerca de 26% das organizações foram desligadas.

Como parte do processo de visibilidade das ações ao público externo, Cerca de 7 mil pessoas participaram de 11 eventos promovidos pela Secretaria Executiva – sendo que em cinco deles houve a participação de representantes do UN Global Compact e em três de representantes de agências da ONU – e de 40 atividades que tiveram a participação institucional da Rede Brasil. Além disso, parte do staff da Secretaria Executiva este presente em sete eventos internacionais - entre fóruns, encontros e treinamentos.

Para engajamento dos signatários, foram realizados 13 webinars, com um total de 820 participantes, e seis treinamentos sobre Comunicação de Progresso (COP) e Comunicação de Engajamento (COE). No total, 150 organizações participaram dos Grupos Temáticos e projetos desenvolvidos ao longo do ano, sendo sete LEADs engajadas. Dentro da ONU Brasil, foi estabelecida parceria com sete agências. Entre as redes locais do UN Global Compact, houve estreito relacionamento com Alemanha, Turquia e Colômbia, bem como com o Centro Regional para América Latina e Caribe.

Acesse na íntegra o Relatório Anual 2016 da Rede Brasil do Pacto Global aqui.

Fonte: Pacto Global (aqui)

Animação explica para crianças o que é agroecologia e sobre a importância da alimentação orgânica

A relação com os alimentos também é aprendida desde os primeiros anos de vida da criança. Para isso, é preciso nutrir a criança com alimentos saudáveis, frutas e legumes frescos, claro, mas também com exemplos e informações. Contudo, nem sempre é uma tarefa simples explicar à elas sobre a importância de se alimentar com legumes e frutas orgânicas, e sobre o processo de produção envolvido na trajetória dos alimentos, desde a plantação, até o prato.

A animação "Comida que Alimenta", desenvolvida pela Sabiá, uma ONG que atua com a implantação de sistemas agroflorestais, recuperação de nascentes e educação, pode ser um bom caminho para apresentar esses temas às crianças. O vídeo mostra uma conversa entre uma menina, sua mãe, e um agricultor sobre o quanto é melhor comer produtos agroecológicos.

Confira:



Fonte: Catraquinha Livre (aqui)

Cambridge lança ferramenta online e gratuita que corrige seus textos em inglês na hora


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Que tal escrever um texto em inglês e contar com a equipe da Universidade de Cambridge para corrigi-lo? Agora isso é possível, já que o departamento sem fins lucrativos da instituição, Cambridge English Language Assessment, criou a ferramenta Write & Improve, que corrige em tempo real e de forma gratuita as redações de seus usuários.

Através da ferramenta, que está dividida por níveis (iniciante, intermediário e avançado), pode-se escrever emails sobre a vida cotidiana, textos de apresentação, redações direcionadas para solucionar problemas como extravio de bagagem e até cartas de apresentação para empregos.

Funciona assim: você envia a redação e em segundos o Write&Improve a analisa e a devolve em uma tela ao lado, com comentários sobre gramática, vocabulário e feedbacks  do que pode ser melhorado. Pode-se então refazer o texto, levando em conta as considerações da equipe do Cambridge para submetê-lo novamente a correção.

O Write&Improve conta ainda com um gráfico que mostra o progresso do usuário e o seu nível de evolução, levando em conta quantas vezes a redação foi re-escrita. Quando ele sobe de nível, é presenteado com selos comemorativos, que podem ser partilhados com outros usuários da plataforma.

Todas as fotos: Wiki Commons

Fonte: Nômades Digitais (aqui)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Governo autoriza R$ 780 milhões para as barragens de Pedreira e Amparo


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Obra é defendida pelos Comitês PCJ e seu braço executivo, a Agência PCJ, como uma importante alternativa de abastecimento para a região das Bacias PCJ no período de estiagem.

O governador Geraldo Alckmin assinou na tarde desta quarta-feira, dia 7, a autorização para a construção, pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), das barragens de Pedreira e Duas Pontes, em Amparo. A obra é uma importante garantia de segurança hídrica para a região das Bacias PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), defendida como alternativa de abastecimento de água pelos Comitês PCJ e Agência PCJ.

A cerimônia foi no Palácio dos Bandeirantes e acompanhada pelo diretor presidente da Agência PCJ, Sergio Razera. Os recursos fazem parte de contrato assinado entre o DAEE e o CAF (Banco de Desarrollo da América Latina). No total, serão investidos R$ 782 milhões na construção dos reservatórios. A licitação deverá ser lançada ainda esta semana. A previsão é de que as obras tenham início no segundo semestre deste ano.

As novas barragens da bacia do PCJ - Pedreira, no rio Jaguari, e Duas Pontes, no rio Camanducaia, em Amparo - serão construídas abaixo do complexo Cantareira e têm por objetivo criar uma reserva hídrica estratégica nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí que vai permitir aprimorar a operação do Sistema Cantareira, especialmente nas épocas de estiagem.

O reservatório de Pedreira ocupará uma área de 4,3 km², terá capacidade para acumular 31,9 milhões m³ de água e vai permitir uma vazão regularizada de 8,5 mil l/s. O reservatório Duas Pontes, em Amparo, deverá ocupar uma área de 8,8 km², terá capacidade para 53,4 milhões m³ e vai permitir uma vazão regularizada de 8,7 mil l/s.

De acordo com o DAEE, o conjunto vai beneficiar diretamente a mais de 5,5 milhões de habitantes em 22 municípios da região: Amparo, Americana, Arthur Nogueira, Campinas, Campo Limpo, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Itupeva, Jaguariúna, Jundiaí, Limeira, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piracicaba, Sumaré, Valinhos, Várzea Paulista e Vinhedo.
Os imóveis para construção dos reservatórios já foram declarados de Utilidade Pública (Decreto DUP nº 60.141 de 11/02/2014). O DAEE possui também a Licença Ambiental Prévia, emitida pela CETESB em 25 de agosto de 2016.

“A crise hídrica nos trouxe muitas lições, uma delas foi planejar e implementar obras e projetos que possam nos ajudar nos momentos de estiagem aguda ou nos eventos que teremos a partir das mudanças climáticas. As duas barragens serão essenciais para as Bacias PCJ", ressaltou Razera.

Fonte: Agência PCJ (aqui)