sábado, 20 de maio de 2017

Cursos gratuitos da USP estão disponíveis em plataformas on-line


Química, economia e astronomia estão entre as aulas oferecidas pela Universidade

Não é preciso passar no vestibular da Fuvest ou mesmo sair de casa para ter acesso a parte do conhecimento gerado na USP.

Acompanhando a popularização dos cursos on-line de instituições mundialmente conhecidas, como Harvard e Princeton, a maior universidade do País não ficou de fora e vem trabalhando para disponibilizar a cada vez mais pessoas – e não apenas seus alunos – cursos das mais variadas áreas do conhecimento. 

Com propostas e conteúdos diferentes, a USP está presente em três ambientes virtuais de aprendizagem, além de alimentar um projeto próprio, chamado e-Aulas. Conheça um pouco mais as iniciativas:

Coursera


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Uma das principais plataformas de cursos on-line do planeta, o Coursera surgiu em 2012 por iniciativa de dois professores de Stanford, uma das mais importantes universidades do mundo. Fundamentado no sistema MOOC (em tradução literal, Curso On-line Aberto e Massivo), o site americano tem como objetivo “proporcionar acesso universal à melhor educação do mundo”.

Atualmente, os mais de cem parceiros do site oferecem quase 2 mil cursos gratuitos em todas as áreas do conhecimento. Se o aluno desejar, é possível pagar uma taxa para obtenção de certificado. No Brasil, o Insper, a Fundação Lemann, o ITA, a Unicamp e a USP são as instituições que oferecem cursos pela plataforma.

No Coursera, a USP disponibiliza dois cursos no momento: Introdução à Ciência da Computação com Python e Origens da Vida no Contexto Cósmico.

O primeiro é ministrado pelo professor Fabio Kon, do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Com duração de oito semanas, o curso é destinado a iniciantes na área e demanda de três a quatro horas de dedicação semanal.

O segundo tem como objetivo “apresentar os mais recentes avanços científicos na compreensão deste intrigante assunto” e conta com professores e pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, além de doutores de outras áreas. Para concluir o curso, o aluno deve dedicar de uma a duas horas em cada umas das quatro semanas de duração.

Veduca


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Desde o início da popularização dos sites estrangeiros de cursos on-line, os internautas do Brasil constavam entre os maiores frequentadores. Em março de 2012, o Veduca surgiu por iniciativa de quatro sócios-fundadores brasileiros. Desde então, a plataforma de e-learning ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários cadastrados e atualmente disponibiliza mais de 200 cursos em 21 áreas de conhecimento.

Entre as mais de 20 universidades e instituições que oferecem o conteúdo estão o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a Universidade de Oxford, a BM&FBOVESPA, a Google, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) e a USP. O site também funciona no modelo freemium, onde os cursos são gratuitos e os certificados, em geral, são pagos.

Na plataforma nacional, a USP oferece atualmente 27 cursos em temas como direito, economia, geografia, ciências, história e política. Entre os destaques, está o curso de Física Básica, ministrado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos. No Veduca, a USP também disponibiliza cursos como Ciência Política: Qualidade da Democracia, Medicina do Sono e Gestão de Projetos.

Univesp TV


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Uma das ferramentas da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), a plataforma Univesp TV também conta com videoaulas da USP. Dentre os mais de dez cursos disponibilizados estão incluídas disciplinas dos institutos da Universidade, como História do Brasil Colonial I, Introdução à Bioquímica e Cálculo II e IV.

O principal destaque da USP na plataforma são os cursos de Astronomia: Uma Visão Geral I e II. Disciplinas contidas na grade obrigatória dos estudantes de astronomia do IAG, as videoaulas já foram recomendadas por mais de 6.500 pessoas no site da Univesp TV e o primeiro vídeo do curso já foi assistido por cerca de 200 mil pessoas no Youtube.

e-Aulas


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Inspirada em modelos adotados por universidades de grande porte, a USP também possui uma plataforma própria de videoaulas. O e-Aulas, inaugurado em 31 de maio de 2012, contém mais de 1.317 horas de vídeos nas áreas de exatas, humanas e biológicas.

Todo o conteúdo do portal é gratuito e aberto para a população em geral, e, além disso, qualquer professor da USP pode disponibilizar suas aulas, cursos e palestras na plataforma. Segundo o site do e-Aulas, o projeto representa “o reconhecimento por parte da Universidade de que uma de suas funções é a disseminação do conhecimento”.

Fonte: Jornal da USP (aqui)

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Um elo entre a ditadura e o agronegócio


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Luiz Hirata, estudante da Esalq. Perseguido, precisou deixar a escola. Em 1971, foi preso e assassinado pela equipe do delegado Sérgio Fleury, no DOPS de S.Paulo.

Tese de doutorado revela como viveu, sob o regime militar, a Esalq — uma das principais faculdades de Agricultura do país. Oposição foi aniquilada. Pesquisa científica voltou-se a apoiar a grande propriedade

No Esquerda Diário

O pesquisador da Unicamp Rodrigo Sarruge Molina defendeu recentemente sua tese de doutorado em que aborda a repressão política com assassinatos e prisões que ocorreu na Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus de Piracicaba da USP. O estudo “Ditadura, agricultura e educação: a USP/Esalq e a Modernização conservadora do campo brasileiro (1964 a 1985)” é de fundamental importância para compreender o papel da Esalq no desenvolvimento do agronegócio.

O papel que os órgãos dirigentes da USP cumpriram na repressão política contra seus próprios estudantes e professores durante a ditadura no Brasil é já relativamente conhecido e divulgado. Da cadeira de reitor da USP saiu Alfredo Busaid, redator do AI-5. A Associação de Docentes da USP (ADUSP), reeditou “O livro negro da USP (1964-1978), com o nome alterado para “O controle ideológico na USP (1964-1978) em que se denuncia o papel que diversas instâncias da universidade cumpriram na perseguição política, particularmente em escolas como a Faculdade de Medicina, que fizeram uma verdadeira devassa em todos os que parecessem “subversivos” em qualquer nível.

A tese de Rodrigo Sarruge Molina vem complementar esse trabalho fundamental de investigação sobre os porões da ditadura – um trabalho que em um país como o Brasil, com uma transição pactuada com os militares, ainda está muito longe de ser completado. A Esalq, objeto de estudo da pesquisa, cumpriu um papel fundamental para a modernização do campo brasileiro de acordo com os interesses do latifúndio e do imperialismo (os EUA chegaram a instalar uma base na escola na época da ditadura).

Para atentar à importância fundamental do campo brasileiro nesse período, basta lembrar que em grande medida foi a poderosa luta de classes no campo, movida pelas ligas camponesas e os levantes de sem-terras e camponeses país afora, que colocou de cabelo em pé o governo americano e a burguesia nacional, temendo que o Brasil virasse “uma nova Cuba”.

A importância fundamental da tese de Molina está, também, em apontar o papel que a Esalq cumpriu para o desenvolvimento do agronegócio no país: “Pelas fontes que tive acesso, comecei a ver que a Esalq teve um papel fundamental para a aplicação das políticas agrárias da ditadura. A instituição foi muito orgânica para o regime militar”. Ele também afirma que “Se não fossem essas alianças, o agronegócio do Brasil, aos moldes que existe hoje, não seria assim”.

E, para que cumprisse esse papel, o regime militar tratou de aniquilar seus oponentes no corpo docente e discente. Um desses foi o estudante Luiz Hirata, assassinado pelo DOPS e a quem a tese é dedicada. A tradição de trotes selvagens, até hoje perpetuada na Esalq, também esteve a serviço da repressão da ditadura: o calouro Paulo Maconomi foi pego pelos colegas durante o trote e entregue à direção da faculdade. Molina relata: “Encontrei documentos sobre um estudante que foi entregue pelos colegas do centro acadêmico da época para o ao diretor da Esalq, que na ocasião era Hugo de Almeira Leme, pelo simples motivo de carregar com ele alguns livros de ideologia política de esquerda, como de Lenin e Engels”. O diretor, por sua vez, entregou o aluno à polícia. Molina ressalta que o episódio ocorreu em 1964, mas ainda antes do golpe. Depois do 1 de abril, o estudante “Ficou na clandestinidade porque depois a ditadura começou e ele já era fichado. Na sequência, foi alvo de inquérito policial militar (IPM).”

Outro caso analisado é o de Rodolfo Hoffman, que hoje é professor do departamento de economia da Esalq, e que quando era estudante foi detido dentro da sala de aula. “A bedel chegou e disse que o diretor queria falar com ele. Quando ele chegou na direção, os militares o levaram para a delegacia e ficou 50 dias presos. Ele era apenas um simpatizante de ideias de esquerda. Não era um militante. Foi um momento de paranoia”.

Um diretor da Esalq na época, Salim Simão, entregou à polícia os professores que eram acusados de serem hostis ao regime da ditadura. Luiz Hirata, a quem Molina dedica a tese, teve que fugir de Piracicaba nos anos 1970 por ser perseguido. Foi caçado e preso pelo delegado Fleury, torturado e morto nos porões do DOPS.

Um mérito fundamental de Molina é mostrar que a repressão estava a serviço do modelo de desenvolvimento econômico capitalista no campo, dentro do qual a Esalq servia como um centro de inteligência e desenvolvimento tecnológico. Molina afirmou em entrevista ao G1 que “A modernização não foi feita nos marcos da democracia, foi feita a ferro e fogo e como não tinha debate, era tudo feito a força, as pessoas que não concordavam com esses projetos eram presas e assassinadas”. A mesma brutalidade assassina que foi – e ainda é muitas vezes – usada contra os camponeses que lutavam pela reforma agrária, foi usada pelos militares contra os professores e estudantes que discordavam desse modelo econômico dentro da Esalq.

Sobre a base americana que foi implantada dentro da Esalq, Molina disse que “O objetivo desses técnicos norte-americanos que estiveram em Piracicaba era auxiliar e determinar como seria esse processo de modernização capitalista no Brasil. Muitos deles eram bem intencionados, do ponto de vista capitalista, para eles, o projeto poderia ajudar o país a sair da miséria e com isso não entrar para a órbita dos países comunistas (…) A grosso modo, isso representava quase que uma unidade do governo dos EUA dentro da Esalq, ditando, opinando e até conduzindo a política educacional na escola”.

Hoje, quando assistimos a bancada ruralista pressionando no Congresso pela legalização do trabalho escravo no campo no bojo da reforma trabalhista de Temer, podemos ter a certeza de que a herança da ditadura que tomou conta da Esalq permanece viva na democracia degradada em que vivemos.

Fonte: Outras Mídias (aqui)

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Água: Ministério institui encontros formativos



Assinatura da portaria ocorreu durante a abertura do V Encontro Nacional de Educação Ambiental para Gestão da Águas, nesta terça, em Brasília.

TINNA OLIVEIRA

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) institucionalizou os encontros formativos de educação ambiental para gestão das águas, por meio da assinatura de uma portaria que garantirá a continuidade do processo e a realização dos encontros a cada dois anos. A formalização foi feita pelo secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Edson Duarte, representando o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, na abertura da quinta edição do encontro nacional, realizada em Brasília, nesta terça-feira (09/05).  

Para o secretário, a gestão das águas é uma agenda prioritária e urgente. “A assinatura da portaria que institui o Encontro como evento a ser realizado a cada dois anos, sob a responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Agência Nacional de Águas (ANA), é um marco nesta edição”, disse. Edson Duarte também chamou a atenção para a mobilização de educadores do Brasil, da América Latina e do Caribe, para o Processo Cidadão do 8º Fórum Mundial da Água, reforçando a importante presença de lideranças juvenis para gestão das águas.

“Assumimos com a ANA, em 2016, a organização do 8º Fórum, ao lado do Governo do Distrito Federal, considerando sua relevância para o estabelecimento de compromissos políticos e incentivos de ações, além do debate profundo e qualificado sobre temas relacionados aos recursos hídricos”, destacou. Ele explicou que o Fórum será realizado pela primeira vez em país do Hemisfério Sul e reforçou o convite para a participação de todos. 

“Espero, portanto, que este encontro contribua para que o 8º Fórum motive a sociedade a questionar nossas legislações, políticas, modelos de gestão e padrões de consumo e que colabore, ainda, na conscientização e mobilização para a proteção de florestas e rios”, concluiu.

Participaram também da mesa de abertura: a secretária executiva adjunta do CBN Paranapanema e presidente da Câmara Técnica de Educação, Capacitação, Mobilização Social e Informação em Recursos Hídricos, Suraya Modaelli; a delegada jovem do Conselho Mundial da Água para as Américas, Tatiana Silva; a representante do Fórum Cidadão, Taciana Leme; o chefe da Unidade Estratégica de Água da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Sérgio Augusto Ribeiro; e a diretora da Agência Nacional de Águas, Gisela Forattini. 

O quinto encontro tem por objetivo o diálogo, a troca de experiências e o fortalecimento da rede de educadores ambientais que atuam na gestão hídrica do país. A iniciativa faz parte do processo de formação continuada e permanente, que é uma das Prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) para os próximos quatro anos. O evento acontece até sexta-feira (12/05).

Fonte: Site do Ministério do Meio Ambiente (aqui)

sábado, 13 de maio de 2017

Maior lago do mundo desapareceu na Bolívia...


... Fruto do El Niño e da degradação ambiental causado pela indústria mineira boliviana!



Maior lagos do mundo desapareceu , virou deserto reportagem do fantastico Um dos maiores lagos salgados do mundo, na Bolívia, Poopó vira deserto.

Localizado nos Andes, ele tinha quase três vezes o tamanho do município de São Paulo, mas, desde a virada do século, estava encolhendo, ano após ano Edição do dia 12/02/2017

Um dos maiores lagos salgados do mundo, na Bolívia, Poopó vira deserto
Localizado nos Andes, ele tinha quase três vezes o tamanho do município de São Paulo, mas, desde a virada do século, estava encolhendo, ano após ano.

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O Fantástico conta para você a triste história de um lago que acaba de morrer. Ele já foi um grande lago, a fonte da vida em um pedaço dos Andes, no meio do Altiplano da Bolívia. O lago Poopo tinha quase três vezes o tamanho do município de São Paulo, mas, desde a virada do século, estava encolhendo, ano após ano. Até que ele, um dos maiores lagos salgados do mundo, virou deserto. Veja na reportagem de Sonia Bridi e Paulo Zero.

Fonte: Canal Fórum no Youtube (aqui)

Documentário - O desastre do Mar de Aral.



O mar de Aral é um lago de água salgada, localizado na Ásia Central, entre as províncias de Aqtöbe e Qyzylorda (ao norte), e a região autônoma usbeque de Caracalpaquistão (ao sul). O nome (em português, mar das Ilhas) refere-se à grande quantidade de ilhas presentes em seu leito (mais de 1500). Este já foi o quarto maior lago do mundo com 68 000 km² de superfície e 1100 km³ de volume de água, mas tem encolhido gradualmente desde os anos 1960 após projetos de irrigação soviéticos terem desviado os rios que o alimentam. Em 2007 já havia se reduzido a apenas 10% de seu tamanho original, e em 2010 estava dividido em três porções menores, em avançado processo de desertificação.[1]

A outrora próspera indústria pesqueira foi praticamente destruída, provocando desemprego e dificuldades econômicas. A região também foi fortemente poluída, com graves problemas de saúde pública como consequência. O recuo do mar também já teria provocado a mudança climática local com verões cada vez mais quentes e secos, e invernos mais frios e longos.[2]

Está em curso uma iniciativa no Cazaquistão para salvar e recuperar o norte do mar de Aral. Como parte desta iniciativa, foi concluída uma barragem em 2005, e, em 2008, o nível de água já havia subido doze metros em comparação ao nível mais baixo, registrado em 2003.[3] A salinidade caiu, e os peixes são encontrados em número suficiente para tornar a pesca viável. No entanto, as perspectivas para o mar remanescente do sul permanece sombria, tendo sido chamado de "um dos piores desastres ambientais do planeta"[4].

Fonte: Canal Mega Documentários no Youtube (aqui)

Documentário "A REDE HIDROMETEOROLÓGICA NACIONAL"



A ANA acaba de lançar o documentário "Rede Hidrometeorológica Nacional" produzido especialmente para revelar todos os detalhes deste grande projeto. Diretores e Coordenadores da ANA, pesquisadores, técnicos de instituições parceiras e outros importantes personagens contam, sob seus olhares, as várias fases de execução deste trabalho, fundamental para a gestão dos rios brasileiros.

O documentário foi produzido em um momento importante, que marca a chegada de uma nova geração que assume a gestão da Rede Hidrometeorológica com o compromisso de dar continuidade ao excelente trabalho executado e seguir entregando resultados confiáveis e de qualidade para a gestão de recursos hídricos e, consequentemente, para toda a sociedade.



Fonte: Canal da ANA no Youtube (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

Assisti ao teaser deste documentário durante a abertura do Evento "Águas do Brasil" que aconteceu na Câmara dos Deputados e Ministério do Meio Ambiente no último dia da Água.

Ao ouvir pela primeira vez, fiquei pensando na importância de se criar um documentário sobre um tema tão técnico e árido aos ouvidos de pessoas pouco ligadas ao tema do gerenciamento dos recursos hídricos.

Mas ao assistir, isto ficou muito claro: o presente documentário presta uma homenagem aos milhares de brasileiros e brasileiras que dedicaram muito tempo de suas vidas gerando uns números, que podem ser pensados como pouco necessários, mas NÃO!

Os dados gerados possibilitaram a salvação de muitas vidas pela capacidade de prever desastres naturais, e olhe que temos ainda o que avançar. Geraram maior qualidade de vidas para milhões de brasileiros pela oferta de água tratada, energia elétrica e desenvolvimento socioeconômico por todo o Brasil.

Muito bom e vendo-o, fiquei admirado pela grandiosidade que é o nosso país. Como este país é diverso. E este documentário apresenta um pedacinho dessa diversidade.


Conjuntura dos Recursos Hídricos - Informe 2016

O Conselho Nacional de Recursos Hídricos, por meio da Resolução nº 58/2006, atribuiu à ANA a responsabilidade pela elaboração do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, de forma sistemática e periódica.

A primeira versão do Relatório de Conjuntura foi publicada em 2009 e, desde então, a publicação vem sendo apresentada por meio de dois documentos: o Relatório de Conjuntura, que traz um balanço da situação e da gestão dos recursos hídricos com periodicidade quadrienal, e os Relatórios de Conjuntura – Informes, atualizações de periodicidade anual.

O Conjuntura foi concebido para ser um importante apoio para a avaliação do grau de implementação do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e da Política Nacional de Recursos Hídricos, além de orientar as revisões e atualizações do referido Plano. Mais compactos, os Relatórios de Conjuntura – Informes têm como objetivo avaliar as modificações do ano precedente, no que diz respeito à ocorrência de eventos hidrológicos extremos, às condições de qualidade das águas superficiais e aos demais fatos relevantes em relação aos usos dos recursos hídricos, além da evolução da gestão. Ao fornecer uma visão atualizada, os Informes têm, adicionalmente, a função de subsidiar a elaboração do Relatório de Conjuntura.

Esquema Temporal - 2016

Importante destacar que a estrutura do Conjuntura tem sido a principal referência na estruturação e divulgação das informações do SNIRH, por meio dos sistemas de planejamento e gestão de recursos hídricos.

Fonte: Site da ANA (aqui)

Informações do Editor:

Este material é atualizado anualmente e uma cópia foi disponibilizada no V Encontro Formativo Nacional. 

A versão em PDF está disponível e pode ser baixada clicando aqui.


V Encontro Formativo Nacional de Educação Ambiental reúne mais de 250 pessoas em Brasília


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Mais de 250 profissionais que atuam nas áreas de Gestão das Águas, Educação Ambiental, Mobilização e Participação Social reúnem-se, em Brasília (DF) nesta semana, de terça (9/5) a quinta-feira (11/5) para o O V Encontro Formativo Nacional de Educação Ambiental para Gestão das Águas,  promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Agência Nacional de Águas (ANA) e o Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).

A diretora da Área de Planejamento da ANA, Gisela Forattini, participou da abertura do evento e destacou uma das missões da Agência, que é oferecer capacitação técnica a integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), que inclui órgãos gestores estaduais de recursos hídricos, comitês e agências de bacias hidrográficas além do CNRH e os conselhos estaduais. Vários dos cursos oferecidos pela ANA são abertos à participação de qualquer interessado. A Agência já investiu mais de R$ 42 milhões em educação e capacitação nos últimos dez anos.

“O investimento da ANA em capacitação é direcionado para todos os níveis de ensino, desde a Educação Básica até a Pós-Graduação. Produzimos e ofertamos cerca de 60 cursos nas modalidades presenciais, semipresenciais e à distância, capacitando mais de 100 mil pessoas até o final de 2016”, disse Gisela.

Ela também destacou o Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos – ProfÁgua, que envolve seis universidades brasileiras e oferece oportunidades de formação de alto nível para solução de problemas reais da gestão e regulação das águas. Já o Mestrado Profissional em Ensino de Ciências Ambientais, voltado para formação de professores, abrange nove universidades em todo o País. Mais informações sobre a cursos e demais ações de capacitação podem ser obtidas no Portal da Capacitação da ANA.

O objetivo dos encontros formativos é o diálogo, a troca de experiências e o fortalecimento da rede de educadores ambientais que atuam na gestão hídrica do País. A iniciativa faz parte do processo de formação continuada e permanente, uma das prioridades do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) para os próximos quatro anos. Os encontros formativos acontecem a cada dois anos. O evento já foi recebido nas cidades de Salvador (BA) em 2009, de Bento Gonçalves (RS) em 2011, de Ouro Preto (MG) em 2013 e de São Pedro (SP) em 2015. O 5º encontro acontece na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília.

Fórum Mundial da Água

Em outras edições foram temas de discussão do Encontro a ampliação, qualificação e engajamento social e político da sociedade na gestão ambiental e de recursos hídricos; o aprofundamento e a qualidade da participação na gestão e a representatividade nos comitês de bacia; como a educação ambiental pode contribuir para que a população amplie sua capacidade de interpretar informações socioambientais e gestão das águas. Nesta edição, um dos temas é o 8º Fórum Mundial da Água, que vai acontecer em Brasília entre 18 e 23 de março de 2018.

Os coordenadores do Fórum Cidadão, estrutura responsável por organizar a participação da sociedade civil no 8º Fórum Mundial da Água, discutem formas de mobilização social. A ideia é criar canais de comunicação com vários setores e identificar lideranças para levá-las Fórum. Serão mapeados os eventos nacionais e internacionais com o tema água que vão acontecer até a realização o 8º Fórum, para engajar e conectar os públicos desses eventos, segundo o coordenador do grupo, Lupércio Ziroldo, que é presidente da Rede Internacional de Organismos de Bacia (Rebob) e governador do Conselho Mundial da Água.

O Fórum Cidadão será responsável pela Vila Cidadã, um espaço aberto à participação da sociedade de acesso gratuito. O objetivo é abrir este espaço à participação da população que não pode se inscrever para participar do Fórum. “Vamos levar alguns especialistas convidados para dialogar com as pessoas na Vila Cidadã, onde haverá telões com a programação das sessões”, explicou Ziroldo. Os principais atores do Fórum Cidadão serão mulheres, jovens, crianças, povos tradicionais, comunidades indígenas, organizações não governamentais e comitês de bacias hidrográficas.

Na sexta-feira (12/05), último dia do V Encontro Formativo, serão realizadas visitas técnicas que apresentarão experiências de educação ambiental locais. Os participantes conhecerão, por exemplo, a Estação Ecológica de Águas Emendadas, na região de Planaltina (DF), e o Jardim Botânico de Brasília.

Fonte: ANA (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS:

O encontro foi muito produtivo, pois além de poder conhecer representantes de bacias hidrográficas, deu para conhecer um pouco da realidade da gestão das águas em outros países, já que no evento, 14 países latino americanos estavam presentes.

A Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA) dos Comitês PCJ estava presente, pois contou com a presença do coordenador, Tiago, coordenadora-adjunta, Ana Lúcia e da secretária, Rosimeire. A participação foi custeada pela Agência das Bacias PCJ.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Livro disponível para Download.




O Livro Água e Sustentabilidade está disponível para download gratuito e que tem como desafio tratar sobre os desafios, perspectivas e soluções.

O ano de seu lançamento é 2017 e tem como autores o Professor da USP Pedro Roberto Jacobi e Edson Grandisoli.

Está dividido em 16 capítulos

1. Crescimento insustentável

2. Água, um recurso essencial

3. Água – Padrões globais, regionais e locais

4. Água e Cultura 

5. O desafio de democratizar o acesso à água

6. Desigualdade e vulnerabilidade

7. Indicadores de sustentabilidade

8. Água, agricultura e alimentação

9. Água e energia

10. Água e Indústria 

11. Escassez hídrica: problema global

12. Disponibilidade hídrica no Brasil

13. Brasil – Escassez Hídrica

14. Urbanização brasileira, água e riscos socioambientais

15. Mobilização para a criação de uma Nova Cultura da Água

16. Mudanças nas Práticas de Consumo – Papel da Aprendizagem Social e Práticas Colaborativas

O livro pode ser baixado clicando aqui.

Fonte: recebido por e-mail.

NOS FALTA COMPROMISSO, por Mário Sérgio Cortella




Muito bom este vídeo.

A capacidade do Professor Mario Sergio Cortella é extraordinária, mas nesta palestra em especial, ele faz uma crítica muito boa e necessária, já que ele critica a forma pela qual nós desdenhamos da Educação, e da pública em especial.

Queremos uma melhor Educação, mas será que trabalhamos de fato para tê-la?

Fonte: Canal Reação em Cadeia no Youtube (aqui)

Lima Barreto e o racismo do nosso tempo

Para Lilia Schwarcz, que em junho lança biografia de Barreto, autor tem muito a dizer à contemporaneidade, especialmente quando se fala em raça e gênero

Lima Barreto e o racismo do nosso tempo

Negro, morador do subúrbio, desleixado e contraditório: era assim que o próprio Lima Barreto se definia. Ignorado em seu tempo, o autor de Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) e Clara dos Anjos (1948) entrou para o cânone da literatura brasileira depois de muito tempo esquecido: neste ano, além de ser homenageado na FLIP, ele ganha uma nova biografia, com previsão de lançamento para junho: Lima Barreto, triste visionário, da historiadora e antropóloga Lilia Schwarcz.

No livro, Schwarcz investiga os motivos pelos quais Barreto ficou tanto tempo relegado ao esquecimento. “Deixá-lo no lugar de vítima é muito pouco”, disse à CULT na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), onde apresentou trechos de sua pesquisa de uma década sobre o autor, na última segunda (8).

Nascido em 13 de maio de 1881, o autor era filho de ex-escravos, e vinha de uma família monarquista, protegida pelo visconde de Ouro Preto. Logo cedo, perdeu a mãe, Amália, para a pneumonia e, mais tarde, o pai, João Henriques, para a loucura. Antes disso, porém, Henriques se esforçou, com a ajuda do visconde, para dar ao filho uma educação de qualidade – fato decisivo para o nascimento do Lima Barreto ácido e crítico.

Desde o início de sua vida escolar, no Liceu Popular de Niterói, até sua matrícula na escola Politécnica do Rio, onde era o único aluno negro. “Pele cor de azeitona escura”, como ele mesmo se definia, Barreto sentiu na pele as consequências de ousar ser um homem negro ocupando um espaço completamente dominado por brancos – e via com desconfiança a própria Lei Áurea e a noção de “liberdade” que ela trazia: “Liberdade era uma palavra que eu desconfiava e não confiava”, ele registrou em um diário da época.

Como uma resposta à discriminação racial e à exclusão social sofrida dia após dia, Barreto escrevia sobre estes assuntos de forma dura em uma época em que ninguém estava disposto a falar ou ler sobre isso. A intenção do autor, segundo Schwarcz, era de fato incomodar: “Ele achava que os negros só poderiam ser socialmente integrados através da luta e do constante incômodo. Por isso, denunciava que a escravidão não acabou com a abolição, mas ficou enraizada nos menores costumes mais simples”. Para chegar à dose perfeita de incômodo, Barreto fazia uma literatura do “Rio de Janeiro alargado”: não falava apenas do centro da cidade, mas principalmente dos subúrbios e de seus habitantes; descrevia detalhadamente as estações de trem e os transeuntes, as ruas e os bares, os costumes e as tradições populares, as violências e opressões, deixando a burguesia branca de lado.

Em uma época de racismo exacerbado, porém, essa literatura combativa do autor não encontrava espaço, ainda mais porque Barreto também costumava tecer críticas à mídia: “Seu primeiro livro publicado, Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), era autobiográfico e trazia uma crítica feroz ao jornalismo da época”, lembra Schwarcz. E não era só a questão de raça ou a crítica ao jornalismo que permeavam a escrita de Barreto: crítico à República e à corrupção, tornou-se anarquista após a Revolução Russa, era defensor dos animais, crítico do academicismo e do feminismo vigente na época, pois considerava que o movimento não acolhia as mulheres negras. Barreto também odiava os bairros nobres do rio, detestava futebol e era absolutamente contrário à moda e copiar tudo o que vinha da Europa e dos Estados Unidos – e inclusive se recusou a participar da revista modernista Klaxon, em 1922, porque considerava-a uma cópia dos movimentos europeus.

Ele sofria tanto com a discriminação racial que tentou três vezes ingressar na Academia Brasileira de Letras, sem sucesso. Por causa de seu estilo peculiar e de sua coragem de falar de temas delicados, o autor acabou ficando preso entre o parnasianismo e o modernismo, sem que fosse encaixado em nenhuma das duas escolas: “Foi um autor muito incompreendido em sua época, tanto que demorou muito e ainda tem demorado para entrar no nosso cânone de autores”, diz a antropóloga.

Sem conseguir nem o reconhecimento que almejava nem o impacto e o incômodo que queria despertar, Barreto começou a beber. Alcoólatra, acabou indo parar no Manicômio Nacional, onde foi internado duas vezes – em 1914 e em 1918 -, mas nem por isso parou de lutar. Pelo contrário: ao perceber que no manicômio a população negra era abandonada quando já não podia mais ser explorada, decidiu escrever um livro sobre sua experiência ali. O resultado foi o inacabado Cemitério dos vivos (publicado postumamente, em 1953), “uma verdadeira análise de como os manicômios apoiavam as teorias darwinistas sociais e a falsa ideia de que a população negra seria uma ‘raça degenerada’”, segundo a historiadora.

Em toda a sua literatura, Lima Barreto esteve atento e militante, propondo assuntos de discriminação social e personagens negros, criticando a República e a hipocrisia brasileira e denunciando, inclusive, a violência contra a mulher. Exemplos não faltam: além de Recordações do escrivão Isaías Caminha, que ataca a imprensa, a autora destaca Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), que ela chama de “Uma espécie de Dom Quixote brasileiro, muito avançado para o seu tempo; uma crítica à mania de querer recriar um passado indígena misturado a um futuro progressista, o que leva o protagonista, Policarpo, a morrer desiludido, como o Brasil”.

Já Clara dos Anjos (1922) aborda o que é ser mulher, negra e pobre em um mundo patriarcal e racista: “Clara era o alter ego feminino de Lima Barreto: a menina dos subúrbios que sofre o que ele sabia que sofreria se fosse mulher”(no livro, Clara engravida de um rapaz branco e acaba tendo de criar o bebê sozinha). “O próprio Cemitério dos vivos é uma obra prima, na qual o autor se confunde com o narrador, Vicente Mascarenhas, e não dá para saber se é pela loucura ou se é intencional”, lembra Schwarcz.

Para a historiadora, Lima Barreto tem ainda muito a dizer ao nosso tempo, especialmente quando se fala em raça e gênero: “É um autor de muito alento para essa nossa agenda contemporânea neste momento em que a República vive uma crise tão forte, e que os nossos valores democráticos e direitos de cidadãos estão sendo colocados tão em questão”.

A baixo, o vídeo que está no site com a entrevista com a autora.



Fonte: TV Cult (aqui)

MEUS COMENTÁRIOS.



Concordo com a autora quando diz que todo livro de Lima Barreto é bom.


Já li duas obras e quero ler mais.

A obra prima "Triste fim de Policarpo Quaresma" é demais necessária para entendermos este Brasil atual que vivemos e a outra obra que li é "Aventuras de Doutor Bogolof" que é faz um retrato do Brasil burocrático público da época, que ao ler, lembrei do trecho da música do Cazuza que diz sobre um "museu com grandes novidades".



Esta última obra encontrei por acaso no Google Play e recomendo muito.